Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Disputa no Alasca ameaça complicar controle do Senado dos EUA

Disputa no Alasca ameaça complicar controle do Senado dos EUA

Reuters

29/10/2026

Placeholder - loading - O presidente dos EUA, Donald Trump, e a candidata republicana ao Senado dos EUA, Darline Graham, em comício em Pendleton, Carolina do Sul, EUA 21 de outubro de 2026 REUTERS/Umit Bektas
O presidente dos EUA, Donald Trump, e a candidata republicana ao Senado dos EUA, Darline Graham, em comício em Pendleton, Carolina do Sul, EUA 21 de outubro de 2026 REUTERS/Umit Bektas

Por Jacob Bogage

WASHINGTON, 29 Out (Reuters) - O governador republicano do Alasca ​ordenou uma investigação estadual para apurar alegações de reportagem do New York Times segundo a qual democratas teriam recrutado candidatos para atrapalhar a disputa pelo Senado dos EUA no Estado, aumentando a possibilidade de acirramento de uma disputa que pode determinar o controle do Senado nas eleições de meio de mandato da próxima terça-feira.

O Alasca é uma das cerca de 10 disputas altamente acirradas com poder de decidir para que lado vai pender o Senado, onde os republicanos atualmente detêm uma maioria de 53 a 47. Os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras, e uma disputa pós-eleitoral no Alasca poderia deixar o controle da Casa incerto por semanas.

O governador Mike Dunleavy afirmou na quarta-feira que a investigação deve examinar se alguma lei foi violada, postando no ⁠X que “as evidências determinarão ⁠o que acontecerá a seguir”, horas após o ​Times noticiar ‌que assessores da candidata democrata Mary Peltola trabalharam para recrutar dois candidatos que poderiam desviar votos do senador republicano em exercício Dan Sullivan.

O presidente Donald Trump disse a jornalistas nesta quinta-feira: “É difícil acreditar que ela tenha sequer sido autorizada a concorrer. Francamente, não sei como é possível permitir que alguém assim concorra. É muito injusto.”

Trump vem, há anos, ⁠semeando dúvidas sobre a imparcialidade das eleições nos EUA e, mesmo antes da reportagem do Times, já ​havia pressionado o Departamento de Justiça a entrar com uma ação judicial buscando impedir preventivamente que o Alasca emposse ​Peltola, uma ex-deputada federal, caso ela vença a eleição.

O Times noticiou na ‌quarta-feira que assessores de Peltola ​trabalharam com ⁠advogados da campanha e funcionários do Comitê Democrata de Campanha para o Senado (DSCC) para recrutar dois candidatos que pudessem desviar votos do republicano Sullivan, atual titular do cargo, incluindo um professor aposentado também chamado Dan Sullivan, que está na cédula eleitoral. A ex-coordenadora de campanha ​de Peltola, Elisa Rios, demitida em agosto, disse ao Times que Peltola estava ciente da iniciativa.

A campanha de Peltola afirmou que “não tem envolvimento com nenhuma das campanhas de Sullivan”. O comitê também negou participação e acusou os republicanos de promoverem candidatos semelhantes em outras disputas eleitorais.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, republicano, criticou duramente nesta quinta-feira o que chamou de “táticas malucas” dos democratas no ​Alasca, afirmando em entrevista à Fox News esperar que “isso não confunda os eleitores, mas foi exatamente isso que os democratas tentaram fazer aqui; eles foram pegos em flagrante”.

TRUMP NA CAROLINA DO SUL, HARRIS NA GEÓRGIA

Trump deve realizar um comício em Rock Hill, na Carolina do Sul, nesta quinta-feira, sua segunda visita em duas semanas a um Estado onde as pesquisas mostram uma disputa inesperadamente acirrada entre a senadora republicana Darline Graham e a democrata Annie Andrews.

Com o controle do Senado em jogo, os dois partidos estão mobilizando seus maiores líderes nos últimos dias da campanha. A participação mais intensa conta, do lado republicano, com Trump, enquanto ​os democratas mobilizaram o ex-presidente Barack Obama e a ex-vice-presidente Kamala Harris.

Pesquisas de opinião recentes mostram que os democratas estão competitivos em Estados ‌tradicionalmente republicanos, incluindo Iowa, Kansas, Ohio e Texas.

O ⁠índice de aprovação de Trump ficou em 32% em uma pesquisa da Reuters/Ipsos concluída na segunda-feira, próximo a uma baixa recorde, à medida que os norte-americanos se mostram insatisfeitos com o alto custo de vida e a guerra com o Irã.

Cerca ⁠de 41,4 milhões de norte-americanos já haviam votado até a manhã desta quinta-feira, de ⁠acordo com o Election Lab da Universidade da Flórida. Um ⁠total de 45,9 milhões votaram ⁠antecipadamente ​nas eleições intermediárias de 2022.

(Reportagem de Jacob Bogage, Nolan McCaskill, Ryan Jones e Katharine Jackson, em Washington, Bo Erickson e Nandita Bose)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...