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Dois dissidentes do Fed afirmam que juros mais altos são necessários para combater inflação

Dois dissidentes do Fed afirmam que juros mais altos são necessários para combater inflação

Reuters

31/07/2026

Placeholder - loading - Presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack  6 de novembro de 2025. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo
Presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack 6 de novembro de 2025. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo

Por Michael S. Derby e Dan Burns

31 Jul (Reuters) - ​Dois dos três membros do Federal Reserve que votaram contra na reunião de política monetária desta semana, defendendo um aumento da taxa de juros, afirmaram nesta sexta-feira que é necessário agir agora para reduzir a inflação de volta à meta de 2% do banco central dos Estados Unidos.

“A inflação tem permanecido teimosamente acima de 2% há mais de cinco anos, e não estou confiante de que ela voltará ao nosso objetivo por conta própria”, disse a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, em comunicado divulgado por seu banco regional.

“Uma taxa de ⁠juros mais ⁠alta ajudaria a conter a atividade econômica ​e ‌reduzir as pressões inflacionárias”, e a economia pode lidar com juros mais altos, dada a estabilidade do mercado de trabalho, disse Hammack. “Preferi agir em nossa recente reunião porque não considerava a postura atual da política monetária adequadamente restritiva.”

Em comunicado separado, o ⁠presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, também expressou preocupação com a inflação ​e afirmou que o Fed deveria ter elevado os juros na quarta-feira, como o ​primeiro de uma série de aumentos.

“Para conter o ‌risco de que a ​inflação elevada ⁠se torne arraigada, prefiro apertar a política monetária de gradualmente à medida que coletamos mais dados sobre a trajetória da inflação e do emprego”, escreveu Kashkari.

“Se a inflação permanecer elevada, na minha ​opinião, uma possível série de pequenos ajustes na política monetária seria melhor do que esperar e, eventualmente, concluir que ações ainda mais ousadas seriam necessárias”, disse Kashkari. Se a inflação esfriar, o Fed poderia desacelerar ou suspender os aumentos dos juros “sem impacto desnecessário sobre ​a economia real”, acrescentou ele.

Hammack discordou em três de oito votações nas reuniões de política monetária, enquanto Kashkari discordou seis vezes em 30 votações, de acordo com a Wrightson ICAP.

A presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, foi a terceira autoridade a defender o aumento da taxa básica de juros do banco central em 0,25 ponto percentual, em relação à faixa atual de 3,50% a 3,75%. A votação a favor da manutenção dos juros foi de 9 ​a 3.

O resultado da reunião de política monetária desta semana era excepcionalmente incerto, já que o ‌novo chair do Fed, Kevin Warsh, ⁠recusou-se a dar indícios sobre suas perspectivas para a política monetária.

Os mercados financeiros já haviam precificado a possibilidade de uma alta na quarta-feira e, de modo geral, esperam que ⁠o Fed aumente os juros em sua reunião de 15 ⁠e 16 de setembro. O indicador de ⁠inflação preferido do banco ⁠central — ​o índice PCE, subiu 3,7% em junho na base anual e continua enfrentando pressão de alta.

Reuters

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