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Dólar sobe no Brasil em dia de queda do Ibovespa e avanço da moeda no exterior

Dólar sobe no Brasil em dia de queda do Ibovespa e avanço da moeda no exterior

Reuters

26/02/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar 16 de maio de 2016 REUTERS/Kham
Notas de dólar 16 de maio de 2016 REUTERS/Kham

Atualizada em  26/02/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 26 ​Fev (Reuters) - O dólar interrompeu a série mais recente de recuos ante o real e fechou a quinta-feira em alta, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, em um dia que também foi de perdas para a bolsa brasileira.

O dólar à vista encerrou em alta de 0,28%, aos R$5,1392, após ter atingido na véspera o menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2024. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,37%.

Às 17h26, ⁠o ⁠dólar futuro para março -- atualmente o ​mais líquido ‌no Brasil -- subia 0,19% na B3, aos R$5,1375.

Após oscilar próximo da estabilidade no início do dia, o dólar ganhou força ante o real em sintonia com o avanço da moeda norte-americana no exterior, em ⁠uma sessão no geral negativa para os ativos de risco, após ​os resultados corporativos da gigante tecnológica Nvidia -- bastante aguardados -- não empolgarem.

A bolsa ​brasileira, que nas últimas semanas tem recebido ‌forte fluxo de ​investimentos estrangeiros, ⁠também teve uma sessão de perdas, reforçando o viés de alta do dólar ante o real.

Assim, após marcar a cotação mínima de R$5,1217 (-0,05%) às 10h, o dólar ​à vista atingiu a máxima de R$5,1655 (+0,80%) às 14h27, em um momento em que o Ibovespa também estava no piso da sessão, abaixo dos 190 mil pontos.

Durante a tarde, o dólar perdeu um pouco de força, mas ​ainda assim encerrou em leve alta ante o real, em sintonia com o exterior, onde o mercado precificava as preocupações em torno dos atritos entre EUA e Irã e a reação morna com os resultados da Nvidia.

Às 17h22, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,16%, a 97,775.

Na sexta-feira, além da divulgação ​do IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial, os agentes estarão atentos à ‌disputa pela formação da Ptax de ⁠fim de mês.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos ⁠futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros ⁠tentam direcioná-la a níveis mais convenientes ⁠às suas posições, ⁠sejam ​elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Reuters

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