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Dólar fecha em alta no Brasil com ambiente externo negativo

Dólar fecha em alta no Brasil com ambiente externo negativo

Reuters

20/08/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024, REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024, REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  20/08/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 20 Ago (Reuters) - ​O dólar fechou a quinta-feira em alta contra o real, refletindo o ambiente externo mais avesso ao risco, onde a divisa norte-americana reverteu as perdas da véspera e os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir.

O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, aos R$5,1937 na venda.

Às 17h36, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,30% na B3, aos R$5,2080.

No mesmo horário, o índice ⁠do ⁠dólar -- que mede o desempenho ​da moeda ‌norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,05%, a 98,880.

O principal vetor dos movimentos dos mercados globais nesta quinta-feira foi o mercado de títulos dos Estados Unidos. Na ⁠quarta-feira, o anúncio do Tesouro dos EUA de que dobrará o ​volume das recompras de títulos de prazo mais longo no ​próximo trimestre para pelo menos US$4 bilhões ‌fez os rendimentos ​caírem fortemente, ⁠principalmente nos títulos mais longos.

Esse movimento fez o dólar enfraquecer perante a maioria das divisas globais, favorecendo o real.

Contudo, todo esse movimento perdeu força ​nesta quinta, com os rendimentos voltando a exibir tendência de alta, assim como o dólar, em meio a dúvidas dos investidores em relação à durabilidade do efeito das medidas anunciadas e preocupações em ​relação à dívida pública americana.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no início da tarde que pode aumentar novamente o volume de títulos que o governo irá recomprar. O comentário arrefeceu parte da alta dos rendimentos dos Treasuries, mas sem grande impacto.

Em outra frente, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 2,36%, para US$93,78 ​o barril, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou sobre ‌retaliações contra nações que apoiam ⁠o Irã, diminuindo ainda mais o apetite por ativos de risco no mercado global.

'A combinação entre petróleo em alta, rendimentos americanos elevados ⁠e maior aversão ao risco reduziu o ⁠espaço para valorização dos ativos emergentes', ⁠disse Marcos Praça, ⁠diretor ​de análises da Zero Markets Brasil.

(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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