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Dólar fecha com variação modesta, aos R$5,2173, antes do primeiro turno eleitoral

Dólar fecha com variação modesta, aos R$5,2173, antes do primeiro turno eleitoral

Reuters

02/10/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar americano, 7 de novembro de 2016,  REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Notas de dólar americano, 7 de novembro de 2016, REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Atualizada em  02/10/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 2 Out (Reuters) - O dólar fechou ​a sexta-feira com variação modesta ante o real, influenciado por um lado pela queda da moeda norte-americana no exterior, após dados fracos do mercado de trabalho norte-americano, e por outro pela cautela que antecede o primeiro turno eleitoral no Brasil.

Investidores reagiram, na última sessão antes das eleições de domingo, à nova pesquisa do Datafolha, divulgada na noite de quinta-feira, e ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,13%, a R$5,2173. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,65% e, no ano, queda de 4,95%.

Às 17h05, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,34% na B3, aos R$5,2425.

Pela manhã, os EUA informaram que foram criados 29 mil postos de trabalho no país em setembro, bem menos que ⁠os 90 mil ⁠projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Já a ​taxa de ‌desemprego ficou em 4,2%, ante projeção de 4,1%.

Logo após os números, o dólar perdeu força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real, e os rendimentos dos Treasuries despencaram, em meio à percepção de que o resultado do relatório payroll reforça a possibilidade de manutenção de juros pelo Federal Reserve neste mês.

Às 10h01, já após o payroll, o ⁠dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1999 (-0,46%).

Mas o cenário mudou no Brasil ainda pela manhã, ​com o dólar se reaproximando da estabilidade em meio à disputa pelo Planalto.

Profissionais ouvidos pela Reuters ponderaram que, além da ​falta de certeza sobre quem vencerá a disputa presidencial, o noticiário político ‌da noite de quinta-feira foi ​desfavorável para ⁠o senador Flávio Bolsonaro (PL) -- o preferido da Faria Lima.

O Datafolha informou na véspera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 45% de Flávio.

Os dois seguem tecnicamente empatados, já que a margem de erro ​é de dois pontos percentuais, mas Lula aumentou sua vantagem numérica para 3 pontos. No levantamento anterior, o presidente tinha 47% e o senador somava 45%.

No cenário de primeiro turno, conforme o Datafolha, Lula tem 42% e Flávio soma 38%. Na terceira colocação está Augusto Cury (Avante), com 4%.

Flávio também desistiu na noite de quinta-feira de ir ao debate da TV Globo, que já não ​contaria com a presença de Lula. Na sequência, a própria emissora cancelou o debate. Enquanto Lula deu entrevista ao podcast Flow durante a noite, Flávio participou de uma live própria.

No mercado, Lula é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a vantagem numérica de Lula no Datafolha -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.

'Lula ganhou o debate sem participar. Foi péssima a estratégia do Flávio, que cancelou (a participação) pouco antes, e o Lula teve 1,5 milhão de audiência (ao vivo) ​no Flow', destacou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, para quem a resistência do dólar em cair ante o real ‌está ligada aos últimos acontecimentos da campanha.

'É a disputa ⁠presidencial mais acirrada desde a redemocratização, superando 2022. Então o mercado, que não gosta de incerteza e indefinição, fica sensível', pontuou.

Na maior cotação do dia, às 12h08, o dólar à vista marcou R$5,2404 (+0,32%).

No restante da tarde, as cotações se movimentaram mais próximas ⁠da estabilidade, com os investidores à espera da votação no fim de semana.

No ⁠exterior, o dólar seguia em baixa ante boa parte das demais ⁠divisas. Às 17h08, o ⁠índice ​do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,08%, a 101,900.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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