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Dólar fecha abaixo dos R$5,15 após oscilar em margens estreitas

Dólar fecha abaixo dos R$5,15 após oscilar em margens estreitas

Reuters

25/08/2026

Placeholder - loading - Funcionário de banco conta dólares em um estabelecimento financeiro em Westminster, Colorado,  EUA, 3 de novembro de 2009. REUTERS/Rick Wilking
Funcionário de banco conta dólares em um estabelecimento financeiro em Westminster, Colorado, EUA, 3 de novembro de 2009. REUTERS/Rick Wilking

Atualizada em  25/08/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 25 Ago (Reuters) - ​Em uma sessão de agenda relativamente esvaziada de indicadores econômicos, o dólar oscilou em margens estreitas e encerrou a terça-feira com leve baixa ante o real, com os investidores atentos ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,23%, aos R$5,1414. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,33%.

Às 17h09, o dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,33% na B3, aos R$5,1490.

Os investidores globais mantiveram nesta terça-feira o Oriente Médio no radar, após os EUA ⁠ampliarem as ⁠sanções econômicas ao Irã, ameaçando excluir ​do sistema ‌financeiro baseado em dólar os países que continuarem a negociar com Teerã.

Em reação, o Irã classificou como “flagrante ilegalidade” a aplicação de sanções pelos EUA e afirmou ter discutido com Omã uma proposta para um “corredor de navegação temporário conjunto” pelo Estreito de ⁠Ormuz, além de um plano para remover as minas do local. Cerca ​de 20% do petróleo e do gás comercializado no mundo circulam pelo estreito.

Neste cenário, ​o dólar cedeu ante divisas como o rand ‌sul-africano e a rupia ​indiana, mas ⁠se manteve próximo da estabilidade ante o real e o peso mexicano durante a maior parte do dia.

“O que está influenciando os preços é a tentativa de acerto diplomático para reabrir ​o Estreito de Ormuz. Isso deu um impulso leve para as moedas ligadas a commodities, em um ambiente um pouco mais para o risco”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

“Mas o mercado está curto, sem muitos negócios, aguardando as ​decisões sobre o conflito no Irã”, acrescentou.

Após atingir a cotação máxima intradia de R$5,1679 (+0,28%) às 9h24, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1389 (-0,28%) às 16h58, já perto do fechamento. Da máxima para a mínima a oscilação foi de apenas -0,56%, em uma sessão de volatilidade menor.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.

À tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ​confirmou que o governo brasileiro terá uma reunião na próxima segunda-feira com o representante de Comércio ‌dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

A reunião ⁠foi agendada após conversa na sexta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro contato entre ambos desde que os EUA ⁠adotaram novas tarifas contra produtos brasileiros.

No exterior, às 17h08 ⁠o índice do dólar -- que mede o desempenho ⁠da moeda norte-americana ⁠frente ​a uma cesta de seis divisas -- caía 0,09%, a 98,872.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

Reuters

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