Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Dólar tem sessão volátil e fecha com leve queda sob influência do exterior

Dólar tem sessão volátil e fecha com leve queda sob influência do exterior

Reuters

29/09/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024, REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de real e dólar, 18 de dezembro de 2024, REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  29/09/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 29 Set (Reuters) - Após alternar ​altas e baixas ao longo da sessão, o dólar fechou a terça-feira com leve queda ante o real, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante algumas divisas de emergentes no exterior e a perda de força das taxas dos Treasuries durante a tarde.

Investidores também seguiram atentos ao noticiário político no Brasil, após a divulgação de nova pesquisa eleitoral.

O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,25%, a R$5,2132. No ano, a divisa passou a acumular queda de 5,02%.

Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,19% na B3, aos R$5,2155.

Após ceder no início do dia, o ⁠dólar ganhou força ⁠entre o fim da manhã e o ​início da ‌tarde, na esteira do avanço dos rendimentos dos Treasuries, em meio a preocupações com a inflação nos EUA. Ainda que o petróleo tenha recuado durante todo o dia, os rendimentos dos títulos de dez anos se aproximaram dos 5,29% -- o maior nível em décadas --, impulsionando as cotações ⁠da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas.

Na máxima do dia, às 12h27 ​e às 14h01, o dólar à vista foi cotado a R$5,2418 (+0,29%).

Mas o cenário mudou após declarações ​de autoridades do Federal Reserve à tarde, em especial do ‌presidente do Fed de ​Nova York, ⁠John Williams. Segundo ele, o banco central dos EUA tem tempo para analisar os dados antes de decidir quando aumentar as taxas de juros novamente.

“Com as medidas de política monetária que adotamos em nossa reunião de setembro, ​não há necessidade de pressa”, disse Williams no texto de um discurso preparado para ser proferido diante de uma plateia na Universidade de Buffalo, em Buffalo, Nova York.

Em reação, as taxas dos títulos norte-americanos de dois anos despencaram e os rendimentos dos Treasuries de dez anos se afastaram da máxima do ​dia. O dólar também perdeu força ante boa parte das divisas de países emergentes, incluindo o real, com as cotações no Brasil voltando para a faixa de R$5,21.

A corrida presidencial brasileira também seguiu no radar dos investidores durante todo o dia.

Uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou pela manhã que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está com 47,7% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 47,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois ​estão tecnicamente empatados. No levantamento anterior, Flávio tinha 47,4% e Lula somava 47,7%.

No mercado, Lula ainda é visto com ‌desconfiança por boa parte dos agentes, que ⁠enxergam sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias mais favoráveis a Flávio -- como a liderança numérica no segundo turno pela pesquisa Atlas/Bloomberg -- tendem ⁠a trazer um viés baixista para o dólar e para a ⁠curva de juros.

No exterior, às 17h18 o índice do ⁠dólar -- que mede o ⁠desempenho ​da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,25%, a 101,440.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.