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Dólar cai para perto dos R$5,15 em dia de alta do petróleo

Dólar cai para perto dos R$5,15 em dia de alta do petróleo

Reuters

01/09/2026

Placeholder - loading - Pessoa segura notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Pessoa segura notas de dólar americano em casa de câmbio em Jacarta, na Indonésia, 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  01/09/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 1 Set (Reuters) - O dólar ​fechou a terça-feira em queda no Brasil e novamente próximo dos R$5,15, em mais um dia de alta do petróleo no exterior, em meio ao conflito no Oriente Médio.

O movimento cambial esteve em sintonia com o avanço do Ibovespa e com a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão no geral positiva para os ativos brasileiros.

O dólar à vista encerrou o dia com recuo de 0,54%, aos R$5,1533. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,12%.

Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,55% na B3, aos R$5,1910.

A divisa norte-americana chegou a sustentar alguns ganhos ante o real no início do dia, após dados do Produto Interno ⁠Bruto (PIB) do segundo ⁠trimestre reforçarem a percepção de que o Banco ​Central caminha ‌para promover novos cortes da Selic, hoje em 14%, no curto prazo. Com uma taxa de juros mais baixa, em tese o Brasil se torna menos atrativo para capital internacional.

Ainda durante a manhã, no entanto, o dólar perdeu força e migrou para o território negativo ante o real, em sintonia com o movimento ⁠da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes e o avanço do petróleo Brent no ​exterior. Como exportador de petróleo, o Brasil tende a receber mais dólares com o aumento dos preços ​da commodity.

Por trás da alta do petróleo estava novamente o conflito ‌no Oriente Médio. Após Teerã ​fazer um ⁠apelo para que Washington cumpra o acordo provisório de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o mais recente ataque ao Irã foi “justificado”, ameaçando realizar ações mais intensas se houver retaliação.

Depois de marcar a cotação máxima de R$5,2018 (+0,39%) ​às 9h11, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1377 (-0,84%) às 14h17, em um momento do dia em que parte das atenções se voltaram para o noticiário interno.

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro deram conta de supostos pedidos de ajuda dele ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ​época, Vorcaro era alvo de investigações por fraude no Banco Master e tentava evitar a prisão.

Há ainda supostos diálogos que sugerem que Moraes teria revisado previamente contrato a ser assinado entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e Vorcaro, segundo a imprensa.

Moraes descartou qualquer impedimento para que o escritório de advocacia liderado pela esposa firmasse um contrato para prestar consultoria jurídica ao Banco Master, disse o escritório de advocacia em nota divulgada nesta terça-feira.

“É difícil neste momento projetar o impacto político e, consequentemente, o impacto no mercado das notícias sobre Moraes”, comentou ​durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. “(Mas isso) vai ser explorado pela campanha do (senador) Flávio Bolsonaro”, ‌opinou.

Flávio (PL-RJ), atualmente o principal adversário do presidente Luiz Inácio ⁠Lula da Silva (PT) na corrida pelo Planalto, é um dos maiores críticos de Moraes, que foi relator no Supremo do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No exterior, o ⁠dólar exibia no fim da tarde sinal positivo ante a maior parte ⁠das divisas, na esteira do avanço do petróleo. Às ⁠17h26, o índice do dólar -- ⁠que ​mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,27%, a 99,681.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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