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Dólar cai abaixo dos R$5,30 com fluxo para a bolsa e alívio das tensões externas

Dólar cai abaixo dos R$5,30 com fluxo para a bolsa e alívio das tensões externas

Reuters

22/01/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar são exibidas nesta foto de ilustração feita em 14 de fevereiro de 2022 REUTERS/Dado Ruvi
Notas de dólar são exibidas nesta foto de ilustração feita em 14 de fevereiro de 2022 REUTERS/Dado Ruvi

Atualizada em  22/01/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 22 ⁠Jan (Reuters) - O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e o alívio das tensões relacionadas à Groenlândia no exterior voltaram a pesar nesta quinta-feira sobre o dólar, que encerrou o dia abaixo dos R$5,30 pela primeira vez em 2026.

O dólar à vista fechou com queda de 0,71%, aos R$5,2833, na menor cotação de fechamento desde 11 de novembro do ano passado, quando atingiu R$5,2746. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,75%.

Às 17h28, o dólar futuro para ​fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- ⁠cedia 0,79% ⁠na B3, aos R$5,2915.

A bolsa de ações brasileira voltou a ser destaque nesta quinta-feira, com o Ibovespa chegando a oscilar acima dos 177 mil pontos pela primeira vez na história, em meio ao forte fluxo de investimentos estrangeiros.

A entrada de recursos no país pesou ‌sobre o dólar, que caiu abaixo dos R$5,30, em movimento favorecido ainda ​pelo recuo da moeda norte-americana ante boa ‌parte das divisas de ​emergentes ​no exterior, em função do alívio sobre a disputa pela Groenlândia.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia descartado o uso da força para assumir ​o controle da ilha e desistido de impor tarifas a países europeus como forma de pressão. Nesta quinta-feira, Trump disse que garantiu acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, em um acordo com a Otan.

Este cenário colocou o dólar em baixa ante moedas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

No Brasil, em meio à forte alta do Ibovespa, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,2816 (-0,74%) às 16h34, já na reta final da sessão.

“O Brasil permanece como uma das moedas com maior ‘carry’ entre os emergentes, fator que, combinado a ⁠um ambiente global construtivo para risco, segue favorecendo a valorização do real frente ao ‌dólar este ano”, disse Bruno ⁠Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e ‍aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.

Às 17h22, o índice do dólar -- que mede o desempenho ​da ‌moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- cedia 0,56%, aos 98,330.

Reuters

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