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Dólar tem baixa leve após pesquisas reforçarem disputa acirrada entre Lula e Flávio

Dólar tem baixa leve após pesquisas reforçarem disputa acirrada entre Lula e Flávio

Reuters

08/09/2026

Placeholder - loading - Nesta ilustração, tirada em 18 de dezembro de 2024, são mostradas notas do real brasileiro e do dólar americano. REUTERS/Amanda Perobelli/Ilustração
Nesta ilustração, tirada em 18 de dezembro de 2024, são mostradas notas do real brasileiro e do dólar americano. REUTERS/Amanda Perobelli/Ilustração

Atualizada em  08/09/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 8 Set (Reuters) - O dólar ​iniciou a terça-feira pós-feriado em baixa no Brasil, após novas pesquisas reforçarem cenário de disputa acirrada no segundo turno da eleição presidencial de outubro, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos ante as demais divisas de países emergentes.

Às 9h39, o dólar à vista caía 0,24%, a R$5,1171 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,20%, aos R$5,1430.

Na segunda-feira, quando o mercado no Brasil esteve fechado em função do Dia da Independência, a pesquisa Quaest mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm 41% das intenções de voto cada um no segundo turno da ⁠disputa pelo ⁠Planalto. A margem de erro é de 2 ​pontos percentuais. ‌No levantamento anterior, Lula tinha 42% e Flávio somava 41%.

Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou que Flávio passou a ter vantagem numérica sobre Lula no segundo turno. O senador soma 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de 2 ⁠pontos percentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 45% e ​Lula somava 46%.

Em sessões recentes, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto trouxeram um ​viés de baixa para o dólar ante o real. Isso porque ‌Lula ainda é visto ​com desconfiança ⁠por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a eliminação da diferença para Lula no segundo turno -- têm ​favorecido a queda do dólar.

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) é outro ponto de atenção entre os investidores. Nesta terça-feira o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. Além disso, pediu a convocação de uma sessão extraordinária da ​Segunda Turma do STF ainda nesta terça-feira para avaliar a decisão.

Relator do caso do Banco Master, Mendonça tem travado um embate com o ministro Alexandre de Moraes no STF, em que cada um tem levantado suspeitas contra o outro. Moraes se baseou na quinta-feira passada em relatórios de inteligência produzidos pela PF, comandada por Andrei Rodrigues, para pedir investigações contra Mendonça.

O embate no STF ganhou importância para a disputa eleitoral e, em paralelo, para os mercados no Brasil. Isso porque Flávio é um dos maiores críticos de Moraes, que foi ​relator no STF do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No exterior, ‌o dólar sustentava ganhos ante o peso ⁠colombiano e o peso mexicano nesta manhã, mas cedia ante o peso chileno e o sol peruano. Às 9h33, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de ⁠seis divisas fortes -- subia 0,08%, a 98,909.

Às 11h30, o Banco Central ⁠realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para ⁠rolagem do vencimento de ⁠1º ​de outubro.

O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com alta de 0,50%, aos R$5,1296.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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