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Dólar se reaproxima da estabilidade com exterior, pesquisa Datafolha e IPCA-15 no foco

Dólar se reaproxima da estabilidade com exterior, pesquisa Datafolha e IPCA-15 no foco

Reuters

25/09/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar, 7 de novembro de 2016, REUTERS/Dado Ruvic
Notas de dólar, 7 de novembro de 2016, REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  25/09/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 25 Set (Reuters) - ​O dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta sexta-feira, influenciado por um lado pelo recuo firme da moeda norte-americana no exterior e por outro pelos dados da nova pesquisa Datafolha e do IPCA-15 de setembro.

Após exibir baixas na abertura, às 9h45 o dólar à vista registrava variação negativa de apenas 0,06%, a R$5,1900 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de 0,08%, aos R$5,1945.

No exterior, após os avanços mais recentes, o dólar ⁠exibia perdas ⁠nesta manhã ante divisas como o ​iene, o ‌euro e a libra, ainda que os investidores sigam posicionados para nova alta de juros nos EUA em outubro. A moeda norte-americana também cedia ante divisas como o rand sul-africano e o peso chileno.

No Brasil, porém, a ⁠eleição seguia influenciando os negócios. O Datafolha informou na noite de quinta-feira ​que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguiu com vantagem de 2 ​pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um ‌eventual segundo turno ​da eleição ⁠presidencial.

Lula tem 47% e Flávio soma 45%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Na semana passada Lula tinha 46% e ​Flávio registrava 44%.

Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio – como a manutenção da ​vantagem numérica de Lula no Datafolha -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.

Outro fator de atenção dos investidores era o IPCA-15 de setembro, divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro, após recuar 0,40% em agosto. Em 12 meses, houve elevação de 4,47% em setembro, contra 4,24% em agosto.

Economistas ouvidos pela Reuters projetavam ​altas menores, de 0,53% em setembro e 4,30% em 12 meses.

Uma inflação mais pressionada é ‌um fator que pode dificultar novos ⁠cortes da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, no curto prazo, com efeitos sobre o câmbio.

Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com alta ⁠de 0,47%, aos R$5,1931.

No exterior, às 9h36 o índice ⁠do dólar -- que mede o desempenho da ⁠moeda norte-americana frente ⁠a ​uma cesta de seis divisas -- caía 0,30%, a 100,990.

(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)

Reuters

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