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Dólar fecha em leve alta em linha com exterior

Dólar fecha em leve alta em linha com exterior

Reuters

16/01/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar 03/11/2009 REUTERS/Rick Wilking/
Notas de dólar 03/11/2009 REUTERS/Rick Wilking/

Atualizada em  16/01/2026

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 16 Jan (Reuters) - O ⁠dólar fechou a sexta-feira em leve alta no Brasil, próximo da estabilidade, em linha com o desempenho das divisas pares no exterior, em uma sessão de liquidez reduzida nos mercados.

O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,09%, aos R$5,3733. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,13%.

Às 17h37, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- avançava 0,02% na B3, aos R$5,3890.

No exterior, ​moedas pares do real, como o peso ⁠chileno ⁠e o peso mexicano seguiram tendência similar à divisa brasileira, registrando perdas contra o dólar.

Às 17h37, O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,03%, a 99,373.

Localmente, os agentes avaliaram os ‌dados do o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é considerado uma ​prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador ‌subiu 0,7% em ​novembro ​sobre o mês anterior, segundo dado dessazonalizado informado pelo BC. A leitura superou expectativa de economistas em pesquisa da Reuters de avanço de 0,30%.

Os números ​mais fortes podem indicar que o Banco Central tenha que postergar o início do corte dos juros.

'Em tese, isso puxaria o câmbio para baixo. Mas hoje, a parte externa parece ter prevalecido, com as Treasuries subindo, fazendo o dólar se valorizar contra as moedas de emergentes', disse Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos. Os rendimentos dos Treasuries americanos subiram nesta sexta-feira, com investidores avaliando dados econômicos recentes e a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve no curto prazo.

Os investidores também acompanharam comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse ⁠que o Mercosul busca abrir outros mercados após concluir o acordo comercial com ‌a União Europeia e quer ⁠fazer parcerias com o mundo todo, em especial com Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A declaração foi feita ao lado da presidente da ‍Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, na véspera da assinatura do ​acordo ‌comercial entre UE e Mercosul, no sábado, em Assunção, no Paraguai.

(Por Igor Sodré)

Reuters

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