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Dólar supera R$5,20 com discurso de Warsh em Jackson Hole

Dólar supera R$5,20 com discurso de Warsh em Jackson Hole

Reuters

28/08/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar 18 de dezembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Ilustração
Notas de real e dólar 18 de dezembro de 2024 REUTERS/Amanda Perobelli/Ilustração

Atualizada em  28/08/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 28 Ago (Reuters) - ​O dólar acelerou os ganhos no Brasil e superou os R$5,20 nesta manhã de sexta-feira, após o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmar durante o simpósio de Jackson Hole que a instituição terá 'trabalho a fazer' caso a inflação dos EUA siga acima da meta.

Após marcar a maior cotação até o momento na sessão de R$5,2140 (+0,97%), às 11h51 o dólar à vista subia 0,82%, a R$5,2062 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava ⁠0,83%, aos ⁠R$5,2080.

Em seu discurso de estreia em ​Jackson ‌Hole, Warsh afirmou que o Fed “terá trabalho a fazer” se seus membros não estiverem confiantes de que a inflação subjacente está voltando à meta de 2%.

“Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a ⁠inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma ​clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é ​o nosso trabalho... nosso mandato... e nossa ‌responsabilidade”, disse Warsh.

Os comentários ​foram ⁠a senha para que os rendimentos dos Treasuries subissem, com os investidores globais elevando as apostas de que o Fed poderá subir juros já este mês.

Nos mercados de ​moedas, isso se traduziu na alta do dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo moedas pares do real como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno.

O nível da taxa de juros nos EUA, hoje na ​faixa de 3,50% a 3,75%, impacta diretamente os fluxos de investimentos globais, incluindo para o Brasil, o que se reflete na taxa de câmbio.

Com a Selic em 14% no Brasil, ainda bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, o diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o país. Hoje o cenário é ​um pouco diferente diante da possibilidade de alta de juros nos EUA e da ‌perspectiva de novas baixas no Brasil.

Na ⁠agenda local, o destaque será a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de ⁠Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços ao ⁠produtor no país caíram 0,83% em julho ⁠ante junho, levando ⁠o ​acumulado em 12 meses para alta de 1,94%.

(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)

Reuters

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