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Dólar sobe com mercado à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

Dólar sobe com mercado à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

Reuters

18/03/2026

Placeholder - loading - Imagem da bandeira dos EUA em casa de câmbio na Cidade do México 26/02/2020 REUTERS/Edgard Garrido
Imagem da bandeira dos EUA em casa de câmbio na Cidade do México 26/02/2020 REUTERS/Edgard Garrido

Atualizada em  18/03/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 18 Mar (Reuters) - O ​dólar subia na manhã de quarta-feira, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana também no exterior, com investidores à espera das decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil.

Os preços do petróleo, que têm servido como termômetro do mercado para a guerra no Oriente Médio, oscilam próximos da estabilidade em Nova York, mas sobem para acima dos US$106 o barril em Londres.

Às 9h55, o dólar à vista subia 0,52%, aos R$5,2273 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para ⁠abril -- ⁠atualmente o mais líquido no mercado ​brasileiro -- avançava ‌0,54%, aos R$5,2430.

Na terça-feira, o dólar à vista fechou o dia em baixa de 0,57%, aos R$5,2005, com as cotações acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior, ainda que a guerra de EUA e ⁠Israel contra o Irã siga prejudicando o transporte de petróleo pelo ​Estreito de Ormuz -- um ponto fundamental para a distribuição da commodity.

Nesta quarta-feira, ​os investidores globais se voltam para a decisão ‌do Federal Reserve, ​às 15h, ⁠com a expectativa de que a taxa de juros será mantida, mas em busca de pistas sobre o futuro dos juros norte-americanos, hoje na faixa de 3,50% ​a 3,75%. Em meio aos receios com o impacto inflacionário da disparada do petróleo, os ativos precificam um corte de juros apenas em junho nos EUA.

Às 9h55, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana ​frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,26%, a 99,814.

No Brasil, o Banco Central anunciará o novo patamar da Selic, hoje em 15%, depois das 18h30, quando os mercados já estarão fechados. A precificação majoritária nos ativos é de corte de 25 pontos-base da taxa básica, mas nos últimos dias têm crescido as apostas de que o BC pode optar pela manutenção, tendo em vista o ​impacto inflacionário trazido pela guerra.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos ‌vinha sendo apontado como um dos ⁠fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A ⁠guerra, porém, tem sido um fator de alta para ⁠a moeda norte-americana.

Às 11h30, o Banco ⁠Central realiza leilão ⁠de ​50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.

Reuters

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