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Dólar segue perto da estabilidade ante real após EUA rejeitarem proposta do Irã

Dólar segue perto da estabilidade ante real após EUA rejeitarem proposta do Irã

Reuters

11/05/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar  9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan
Notas de dólar 9 de abril de 2025. REUTERS/Willy Kurniawan

Atualizada em  11/05/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 11 Mai (Reuters) - ​O dólar segue próximo da estabilidade ante o real nesta segunda-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana avança ante boa parte das demais divisas, após os Estados Unidos terem rejeitado uma proposta do Irã para encerrar a guerra.

Às 9h34 o dólar à vista subia 0,02%, aos R$4,8971 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,10%, aos R$4,9200.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia com queda ⁠de 0,55%, ⁠aos R$4,8961.

O Irã divulgou no domingo ​uma ‌proposta para dar fim à guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel combate os militantes do Hezbollah. O país incluiu na proposta uma compensação por danos de guerra e o fim do ⁠bloqueio naval dos EUA, com soberania iraniana no Estreito de Ormuz ​e a garantia de que não haverá novos ataques, entre outras exigências.

Sem ​dar detalhes, Trump classificou a proposta como “totalmente inaceitável”, ‌mantendo o impasse ​sobre a ⁠guerra.

Neste cenário, o dólar exibia ganhos ante moedas fortes como o euro, a libra e o iene nesta manhã de segunda-feira. A divisa também subia ante moedas ​de países emergentes como a rupia indiana e a lira turca. Em relação ao real, o dólar se mantinha próximo da estabilidade.

No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado ​para o dólar no fim deste ano passou de R$5,25 para R$5,20. Há um mês, a cotação projetada era de R$5,37.

No caso da Selic, a taxa projetada para o fim de 2026 seguiu em 13,00%, mas para o encerramento de 2027 passou de 11,00% para 11,25%, com os economistas vendo um espaço menor para cortes em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio e seus ​impactos inflacionários.

O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como os EUA, cuja ‌taxa hoje está na faixa de ⁠3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares ⁠mais baixos ante o real nos últimos meses.

Às ⁠11h30, o Banco Central realiza leilão ⁠de 50.000 contratos ⁠de ​swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho.

(Edição de Camila Moreira)

Reuters

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