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Dólar ganha força ante real após divulgação de dados da economia dos EUA

Dólar ganha força ante real após divulgação de dados da economia dos EUA

Reuters

26/08/2026

Placeholder - loading - Painel eletrônico exibe símbolo do dólar americano em uma casa de câmbio em Moscou, na Rússia, em 20 de março de 2025. REUTERS/Evgenia Novozhenina
Painel eletrônico exibe símbolo do dólar americano em uma casa de câmbio em Moscou, na Rússia, em 20 de março de 2025. REUTERS/Evgenia Novozhenina

Atualizada em  26/08/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 26 ​Ago (Reuters) - O dólar ganhou força ante outras divisas globais, incluindo o real, nesta manhã de quarta-feira, após a divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana.

Após oscilar próximo da estabilidade na abertura, às 10h33 o dólar à vista subia 0,41%, a R$5,1625 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para setembro -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,24%, aos R$5,1665.

O Departamento de Comércio dos EUA informou que ⁠o ⁠índice de inflação PCE -- bastante observado ​pelo ‌Federal Reserve em sua política monetária -- subiu 0,2% em julho, acima das previsões dos economistas, após cair 0,1% em junho. Nos 12 meses até julho, o índice subiu 3,7%, ⁠repetindo a taxa de junho, mas superando a previsão de ​3,6%.

O núcleo do PCE subiu 0,2% em julho, em linha com ​o esperado. Já o Produto Interno ‌Bruto (PIB) do segundo ​trimestre nos ⁠EUA cresceu 1,5%, também em linha com as expectativas.

Na esteira dos números de inflação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o ​dólar ante boa parte das demais divisas, em meio à avaliação de que o Fed pode ser levado a subir juros no curto prazo para conter a alta de preços.

No mercado ​de câmbio brasileiro, isso se materializou no avanço do dólar ante o real.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, cedeu 0,40% em agosto, após ter subido 0,06% em julho. A deflação no mês foi maior que o recuo de 0,30% esperado pelo mercado, conforme ​pesquisa da Reuters.

A abertura do indicador, no entanto, não trouxe números tão ‌favoráveis, com aceleração de preços ⁠em algumas métricas de serviços e na média dos núcleos de inflação.

O dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira com ⁠queda de 0,23%, aos R$5,1414.

Às 11h30, o ⁠Banco Central realiza leilão de ⁠60.000 contratos de ⁠swap ​cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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