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Dólar cai no Brasil em meio ao recuo no exterior e ao avanço do Ibovespa

Dólar cai no Brasil em meio ao recuo no exterior e ao avanço do Ibovespa

Reuters

27/01/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar e de real 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli
Notas de dólar e de real 18/12/2024 REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  27/01/2026

SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) - O dólar ⁠se firmou em baixa ante o real nesta manhã de terça-feira, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, enquanto no Brasil o Ibovespa tem mais um dia de alta firme.

Às 10h50, o dólar à vista cedia 0,52%, aos R$5,2528 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- caía 0,58%, aos R$5,2580.

No exterior, a expectativa antes da decisão sobre juros ​do Federal Reserve na quarta-feira seguia permeando ⁠os negócios, ⁠com o dólar exibindo baixas ante o iene, o euro e a libra, mas também em relação a pares do real como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano.

Às 10h50, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana ‌frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,46%, a 96,656.

O ​câmbio no Brasil pega carona nesta tendência ‌mais geral, com o ​dólar ​em queda, em paralelo à alta firme do Ibovespa para acima dos 181 mil pontos.

Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa ​brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o real.

Internamente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro.

Os resultados ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses. Porém, a abertura do indicador não foi tão favorável, ⁠com a inflação de serviços ainda pressionada.

Ainda assim, o mercado segue projetando manutenção ‌da Selic em 15% na ⁠decisão da quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um ‍dos fatores para atração de investimentos ao país, segurando as cotações do dólar em patamares mais baixos.

Na ​segunda-feira, ‌o dólar fechou cotado a R$5,2800, em queda de 0,14%.

(Edição de Camila Moreira)

Reuters

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