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Dólar tem leve recuperação frente ao real após queda da véspera e com expectativa por dados dos EUA

Dólar tem leve recuperação frente ao real após queda da véspera e com expectativa por dados dos EUA

Reuters

20/12/2023

Placeholder - loading - Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  20/12/2023

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia marginalmente contra o real nesta quarta-feira, com investidores fazendo uma pausa após vendas intensas da moeda norte-americana na véspera, quando a agência de classificação de risco S&P elevou a nota de crédito do Brasil, e com o mercado no aguardo de dados de inflação dos Estados Unidos.

Às 10:09 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,10%, a 4,8702 reais na venda.

Na B3, às 10:09 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,04%, a 4,8660 reais.

'A elevação de 'rating' do país traz algum movimento de inclinação ao risco, e acho que o mercado está se apoiando neste cenário doméstico para sustentar o câmbio em torno de 4,85', disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

A agência de classificação de risco S&P elevou na terça-feira a nota de crédito de longo prazo do Brasil para 'BB', de 'BB-', afirmando que a aprovação da reforma tributária pelo Congresso estende o histórico dos últimos anos de implementação de 'políticas pragmáticas' no país.

Por outro lado, limitando o espaço para valorização do real, os negócios eram permeados por movimento sazonal de fluxo de saída e busca por proteção na última semana completa de negócios do ano, disse Bergallo, citando ainda movimento de realização de lucros após a queda do dólar na véspera, quando fechou o dia cotado a 4,8652 reais na venda, em baixa de 0,78%.

É normal, após movimentos acentuados da moeda norte-americana, haver correções pontuais no sentido oposto nas sessões seguintes.

Conforme o ímpeto do mercado doméstico esfriava, investidores começavam a retornar suas atenções para dados econômicos dos EUA, com uma importante leitura de inflação agendada para sexta-feira.

Caso mostrem novo arrefecimento nas pressões de preços nos EUA, os dados podem reforçar a visão do mercado de que o Federal Reserve começará a reduzir os juros já no primeiro trimestre do ano que vem, perspectiva que tem favorecido moedas emergentes nas últimas semanas.

Embora o mercado siga convencido de que os juros cairão em breve, falas recentes de dirigentes do Fed buscaram conter as expectativas de um rápido afrouxamento monetário. 'Eles ressaltaram que a inflação ainda está forte por lá, o que apoiaria então juros mais altos por mais tempo', disse Bergallo.

Reuters

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