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Dólar se reaproxima da estabilidade à espera de dados dos EUA

Dólar se reaproxima da estabilidade à espera de dados dos EUA

Reuters

12/02/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar 10/03/2023 REUTERS/Dado Ruvic/
Notas de dólar 10/03/2023 REUTERS/Dado Ruvic/

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 12 ​Fev (Reuters) - O dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta manhã de quinta-feira, enquanto no exterior a moeda tem baixas contidas ante boa parte das demais divisas, com investidores aguardando a divulgação de dados de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Às 9h43, o dólar à vista cedia 0,07%, aos R$5,1834 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,01%, aos R$5,1990.

Na quarta-feira o dólar à vista encerrou a sessão ⁠com ⁠baixa de 0,20%, aos R$5,1872, o ​menor valor ‌de fechamento desde 28 de maio de 2024. O movimento foi novamente impulsionado pelo fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira, que chegou a oscilar acima dos 190 mil pontos.

Nesta quinta-feira, a ⁠bolsa estará novamente no radar, em um dia de divulgação de ​balanços de companhias como Vale e Raízen -- após o fechamento do ​mercado -- e de teleconferências sobre resultados de ‌empresas como Banco do ​Brasil ⁠e Ambev.

'Enquanto o investidor estrangeiro continuar elevando alocação em emergentes, o dólar tenderá a ficar fraco', disse o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, ​em comentário enviado a clientes nesta manhã.

'Além disso, estamos aguardando os dados de inflação americana de fevereiro e março, que devem surpreender para baixo e enfraquecer o dólar', acrescentou.

O índice de preços ao consumidor dos EUA ​será divulgado na sexta-feira, mas antes disso, às 10h30 desta quinta-feira, saem os dados semanais de auxílio-desemprego.

Os números serão observados de perto pelos investidores, que buscam ajustar posições sobre os próximos passos do Federal Reserve na política monetária.

Enquanto o Fed tem atualmente uma taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 15% no ​fim de janeiro. Este diferencial de juros entre os países tem sido apontado ‌como um dos motivos para ⁠o Brasil seguir atraindo capital externo, o que pesa sobre as cotações do dólar.

Às 9h38, o índice do dólar -- que mede o desempenho da ⁠moeda norte-americana frente a uma cesta de seis ⁠divisas -- caía 0,04%, a 96,874.

Às 11h30, ⁠o Banco Central ⁠realiza ​leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.

Reuters

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