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Dólar sobe no Brasil após nova pesquisa mostrar empate técnico entre Flávio e Lula

Dólar sobe no Brasil após nova pesquisa mostrar empate técnico entre Flávio e Lula

Reuters

15/10/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar, 7 de novembro de 2016,  REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Notas de dólar, 7 de novembro de 2016, REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Atualizada em  15/10/2026

(Corrige informação no fim do texto para ​indicar que o leilão de swap para rolagem ocorrerá no dia 19, segunda-feira (e não nesta quinta-feira)

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 15 Out (Reuters) - O dólar iniciou esta quinta-feira em alta ante o real após uma nova pesquisa da Quaest mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados na disputa pelo Planalto, enquanto no exterior a moeda norte-americana cedia ante boa parte das demais divisas.

Às 9h35, o dólar à vista subia 0,33%, a R$5,0465 na venda.

O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,07%, ⁠aos ⁠R$5,0605.

A pesquisa Quaest divulgada na noite de ​quarta-feira mostrou ‌Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em ⁠branco, nulo ou que não votarão.

A pesquisa revelou também que Flávio é rejeitado ​por 54% dos eleitores e Lula por 53%.

O cenário de empate técnico entre ​os candidatos, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, ‌voltava a impulsionar o ​dólar ⁠e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta manhã.

No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que ​o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

Assim, notícias vistas como não tão favoráveis a Flávio -- como o empate técnico com Lula -- tendem a dar força à moeda norte-americana.

Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou ​o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.

Em função da repercussão pública, Flávio não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado e também votou pelo fim da escala. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso.

O avanço ​das cotações no Brasil nesta quinta-feira ocorre a despeito de no exterior o dólar estar em ‌baixa ante divisas como o euro, ⁠a libra e o iene.

Às 9h30, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,04%, a ⁠102,150.

O Banco Central informou na noite de quarta-feira que realizará ⁠um leilão de rolagem de swap cambial, ⁠com oferta de ⁠75.000 ​contratos para 3 de novembro, na próxima segunda-feira, dia 19.

(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)

Reuters

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