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Dólar tem oscilações modestas com exterior e noticiário político no radar

Dólar tem oscilações modestas com exterior e noticiário político no radar

Reuters

29/10/2026

Placeholder - loading - Nesta ilustração fotográfica de 7 de novembro de 2016, são vistas notas de dólar americano.   REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Nesta ilustração fotográfica de 7 de novembro de 2016, são vistas notas de dólar americano. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Atualizada em  29/10/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 29 ​Out (Reuters) - O dólar oscilava entre a estabilidade e leves ganhos ante o real nesta quinta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia altas ante boa parte das divisas de países emergentes, na esteira de novos números sobre a economia dos EUA.

Os desdobramentos da eleição brasileira, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido reeleito no domingo, também seguiam no radar do mercado.

Às 9h45, o dólar ⁠à ⁠vista subia 0,09%, a R$5,3514 na venda.

O ​dólar futuro ‌para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,04%, aos R$5,3510.

Os Estados Unidos divulgaram nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,4% ⁠no terceiro trimestre do ano, acima da projeção de 3,2% ​de economistas ouvidos pela Reuters, enquanto os gastos do consumidor ​em setembro avançaram 0,5%.

Já o núcleo ‌do índice de ​inflação PCE, ⁠bastante acompanhado pelo Federal Reserve para a formulação da política monetária, subiu 0,3% em setembro, em linha com o esperado. O PCE cheio ​avançou 0,5% no mês passado.

Após os números, o dólar exibia altas ante moedas emergentes como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Em relação ao real, o dólar ​tinha variações modestas.

Na véspera, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, chegou aos EUA após fugir do Brasil.

Investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Flávio se declarou em carta “legítimo presidente eleito” e, posteriormente, “líder do Brasil”.

Os partidos da base de apoio de Flávio, no entanto, reconheceram a eleição ​de Lula.

No mercado, um dos receios é de que a presença ‌de Flávio nos EUA eleve os ⁠atritos do país com o Brasil, o que poderia afetar a economia e, no limite, o câmbio.

Além disso, os agentes ⁠do mercado aguardavam detalhes sobre a política ⁠econômica no novo governo Lula, ⁠incluindo a definição ⁠do ​ministro da Fazenda no próximo mandato.

(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)

Reuters

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