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Dólar sobe ante real com exterior e ata do Copom no radar

Dólar sobe ante real com exterior e ata do Copom no radar

Reuters

23/06/2026

Placeholder - loading - Notas de dólar  24 de março de 2026  REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Notas de dólar 24 de março de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Atualizada em  23/06/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 23 Jun (Reuters) - ​O dólar segue em alta ante o real nesta terça-feira, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, com investidores no Brasil também digerindo a ata do último encontro de política monetária do Banco Central.

Às 10h36, o dólar à vista subia 0,59%, aos R$5,1719 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,53%, aos R$5,1805.

A terça-feira é até o momento de ganhos para o dólar ao redor do mundo, ⁠com investidores ⁠projetando alta de juros pelo Federal ​Reserve ainda ‌em 2026, na esteira do comunicado da instituição na semana passada.

No Brasil, o avanço da moeda norte-americana também encontra respaldo na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reforçou a percepção ⁠de que a taxa básica Selic pode cair no curto prazo, mesmo ​ressaltando preocupações com o cenário inflacionário e a preponderância de riscos altistas. Atualmente, ​a Selic está em 14,25% ao ano.

No documento, ‌o colegiado reiterou ​que sua ⁠atual projeção de inflação para o quarto trimestre de 2027 -- atual horizonte relevante -- está em 3,7%, acima do centro da meta de inflação, de 3%.

O BC também voltou a ​defender que atingir os 3% no quarto trimestre de 2027 demandaria ajustes agressivos da Selic e faria, na sequência, a inflação ficar abaixo desse nível por diversos trimestres seguidos.

Em função disso, o Copom julgou como mais adequadas trajetórias de Selic 'menos discrepantes', ​com combinações de 'momentos de pausa' e 'retomada do ciclo de calibração' da taxa básica, com a inflação 'convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028'.

Assim, enquanto o Fed sinaliza a possibilidade de juros mais elevados, o BC preparou o terreno para possíveis novos cortes.

O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores -- vinha sendo apontado como um dos fatores para ​atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais ‌baixos ante o real nos últimos ⁠meses. Agora, este diferencial tende a cair.

No exterior, os agentes também seguem atentos nesta terça-feira às negociações de paz entre EUA e Irã.

Na segunda-feira, a moeda ⁠norte-americana à vista fechou com baixa de 0,45% no ⁠Brasil, aos R$5,1413.

Às 11h30, o Banco Central ⁠realiza leilão de ⁠50.000 ​contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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