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Dólar sobe ante real com mercado digerindo ata do Copom

Dólar sobe ante real com mercado digerindo ata do Copom

Reuters

22/09/2026

Placeholder - loading - Notas de real e dólar retratadas no Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2015, REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de real e dólar retratadas no Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2015, REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  22/09/2026

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 22 Set (Reuters) - O ​dólar exibia altas ante o real nesta terça-feira, em uma manhã em que o petróleo voltou a ser negociado abaixo dos US$100 o barril em Londres, com investidores no Brasil digerindo a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Às 9h47, o dólar à vista subia 0,49%, a R$5,1333 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,39%, aos R$5,1425.

O Copom defendeu na ata a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, diante da pressão da demanda, ainda que se observe um arrefecimento da atividade econômica, do ⁠crédito e ⁠da inflação.

“Embora a política monetária esteja contribuindo ​de forma ‌determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, afirmou o BC no documento.

Ao analisar o documento, a economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Natalie Victal, citou um “ganho de convicção na desaceleração da atividade'.

Para Yihao Lin, economista ⁠da Genial Investimentos, a ata indica que o Copom está confiante no processo de ​desinflação da economia.

“Apesar do nosso cenário base ser de manutenção da taxa de juros no ​patamar atual de 13,75% até o final do ano, entendemos ‌que a ata de ​hoje aponta ⁠para uma maior inclinação do Copom seguir afrouxando a Selic nas próximas reuniões, impondo um viés baixista para a nossa projeção”, disse Lin em comentário escrito.

A perspectiva de novo corte da Selic em novembro, para ​13,50%, somada à possibilidade de mais aumentos de juros nos EUA, cuja taxa está hoje na faixa de 3,75% a 4,00%, reduz o diferencial de juros entre os dois países -- algo que pode alterar o fluxo de investimentos para o Brasil, com impactos de alta no dólar.

Nesta terça-feira, outro fator ​de atenção dos investidores é a corrida pelo Planalto. Na noite anterior, uma nova pesquisa Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 42% das intenções de voto na simulação de segundo turno, contra 41% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. Na semana anterior, Flávio tinha os mesmos 42% e Lula somava 40%.

Além disso, os investidores estão atentos à Assembleia Geral da ONU. Além do discurso de Lula, durante a ​manhã, há expectativa por algum avanço nas negociações entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Oriente ‌Médio.

Às 9h46, o petróleo Brent cedia 1,79%, ⁠aos US$98,54 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries também caíam. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,01%, a ⁠100,430.

O dólar à vista encerrou a sessão de segunda-feira no Brasil ⁠com queda de 0,72%, aos R$5,1080.

Às 11h30, o ⁠Banco Central realiza seu ⁠leilão ​regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 1º de outubro.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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