Dólar cede ante o real após dados fracos de emprego nos EUA
Dólar cede ante o real após dados fracos de emprego nos EUA
Reuters
02/10/2026
Atualizada em 02/10/2026
Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 2 Out (Reuters) - O dólar perdeu força ante o real nesta manhã de sexta-feira, acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior, após dados mostrarem uma geração de empregos menor que a esperada nos EUA em setembro.
Internamente, os agentes também digerem nova pesquisa do Datafolha, divulgada na noite de quinta-feira, e o cancelamento do debate presidencial da TV Globo.
Às 9h49, o dólar à vista caía 0,23%, a R$5,2119 na venda.
O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de 0,42%, aos R$5,2385.
Os EUA informaram que foram criados 29 mil postos de trabalho no país em setembro, bem menos que os 90 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Já a taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante projeção de 4,1%.
Logo após os números, o dólar perdeu força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real, e os rendimentos dos Treasuries despencaram, em meio à percepção de que o resultado do relatório payroll reforça a possibilidade de manutenção de juros pelo Federal Reserve neste mês.
Na mínima da sessão até o momento, o dólar à vista foi cotado a R$5,2024 (-0,41%) às 9h00, quando o relatório foi divulgado.
No noticiário local, destaque para a corrida presidencial. O Datafolha informou na noite de quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os dois seguem tecnicamente empatados, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais, mas Lula aumentou sua vantagem numérica para 3 pontos. No levantamento anterior, o presidente tinha 47% e o senador somava 45%.
Também na noite de quarta-feira, Flávio desistiu de ir ao debate da TV Globo, que já não contaria com a presença de Lula. Na sequência, a própria emissora cancelou do debate.
(Edição de Isabel Versiani)
Reuters

