Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Durigan defende ajuste fiscal gradual e diz que proposta de Lara Resende sobre juros tem 'deficiências'

Durigan defende ajuste fiscal gradual e diz que proposta de Lara Resende sobre juros tem 'deficiências'

Reuters

03/11/2026

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 20 de julho de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 20 de julho de 2026 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  03/11/2026

3 Nov (Reuters) - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ​reforçou nesta terça-feira que o governo se compromete a promover um ajuste gradual nas contas públicas e argumentou que uma proposta de reforma monetária e fiscal apresentada pelo economista André Lara Resende tem 'deficiências' e não está na mesa de discussão do governo.

Em entrevista a jornalistas, Durigan acrescentou que ainda não teve a oportunidade de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre novas indicações para o Banco Central, mas afirmou que as nomeações de novos diretores serão feitas com 'rigor técnico' e com 'diferentes perfis'.

Durigan afirmou que Lula não tem tido agenda com outros economistas e que, nas discussões com ⁠o próprio ⁠ministro, não tem sido tratado 'nada que justifique ​ao mercado ‌ter uma posição de medo'.

Nos últimos dias, gerou questionamentos entre analistas uma informação de que Lula poderia se reunir com Lara Resende, um dos pais do Plano Real, que defendeu em artigo recente um novo regime monetário que incluiria uma limitação dos juros básicos ⁠no país. Durigan, porém, afirmou que não há agenda prevista de Lula com o ​economista.

'Do meu ponto de vista, é uma ideia incipiente que foi colocada para debate público, ​mas não é uma proposta a ser avaliada, ainda, ‌e tem várias deficiências, ​do meu ⁠ponto de vista, vários problemas que estão colocados e que eu mesmo, a minha equipe vai poder conversar com ele e com outros economistas, como já temos feito', disse.

O ministro afirmou que o governo ​está 'tratando de um ajuste gradual, que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres'.

'Com toda a tranquilidade, melhorando as contas públicas, melhorando a vida das pessoas, o presidente vai ter tempo para responder todas essas angústias que estão aparecendo.'

Os preços dos ativos no ​Brasil desabaram na semana passada após a surpreendente reeleição de Lula, diante de dúvidas sobre a capacidade do governo petista de estabilizar a crescente dívida pública. Se somaram à volatilidade as incertezas sobre quem comporá a equipe econômica no quarto mandato do presidente e quais serão os indicados para a diretoria do BC.

Lula terá seis indicações ao BC até o fim do próximo ano. Além das duas diretorias da autarquia desocupadas desde o início deste ano diante da dificuldade do governo de negociar ​indicações com o Senado, mais quatro vagas serão abertas em 2027 --duas em fevereiro e outras duas em ‌dezembro.

'As indicações do presidente no terceiro mandato ⁠foram todas de diferentes perfis, mas todos técnicos. Em grande medida, eu não lembro de ninguém ser mal recebido, seja pelo mercado seja na opinião pública, e não esperaria nada diferente, não ⁠há nenhuma mudança de perspectiva', disse Durigan.

Nesta terça-feira, o mercado ⁠voltava a apresentar indicadores negativos, com queda na ⁠bolsa e alta do ⁠dólar ​e dos juros futuros.

(Reportagem de Gabriel Araújo e Bernardo Caram; Edição de Eduardo Simões e Isabel Versiani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...