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Economia da zona do euro cresce mais que o esperado no 2º tri por gastos com IA e confiança dos consumidores

Economia da zona do euro cresce mais que o esperado no 2º tri por gastos com IA e confiança dos consumidores

Reuters

30/07/2026

Placeholder - loading - Vista de Frankfurt, Alemanha 15 de setembro de 2024.  REUTERS/Kai Pfaffenbach
Vista de Frankfurt, Alemanha 15 de setembro de 2024. REUTERS/Kai Pfaffenbach

Por Balazs Koranyi

FRANKFURT, 30 Jul (Reuters) - A economia da ​zona do euro cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre já que o aumento dos investimentos em IA, os gastos governamentais generosos e vários fatores pontuais mais do que compensaram o impacto negativo dos altos custos de energia e da guerra no Irã.

A economia dos 21 países que adotam o euro cresceu 0,4% em relação ao trimestre anterior, superando a expectativa de 0,2% em pesquisa da Reuters, já que muitos dos maiores países do bloco apresentaram desempenho acima do esperado, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta quinta-feira.

Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o crescimento no bloco de 360 milhões ⁠de pessoas ⁠acelerou para 1,0%, contra expectativa de 0,5%, ​conforme alguns ‌números anteriores de crescimento também foram revisados para cima.

Inicialmente, esperava-se que o segundo trimestre marcasse o início de uma recuperação após um ano difícil e turbulento para a Europa. No entanto, os custos crescentes da energia minaram grande parte do ímpeto, e a maioria dos analistas ⁠agora prevê um crescimento anual inferior a 1% neste ano, abaixo do potencial já ​bastante reduzido do bloco.

Embora o crescimento tenha sido melhor do que o previsto no trimestre, ​ele continua fraco e contrasta fortemente com o boom contínuo ‌nos Estados Unidos, cuja ​economia provavelmente ⁠crescerá mais de 2% este ano, impulsionada em parte pelos gastos excessivos e potencialmente insustentáveis do setor privado com inteligência artificial.

Ainda assim, parece haver alguns pontos positivos para a zona do euro, e o bloco ​está demonstrando o tipo de resiliência observada em recessões anteriores, incluindo a pandemia da Covid-19 e após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Reforçando essa narrativa de resiliência, o desemprego manteve-se estável em 6,3% em junho, contrariando as expectativas de enfraquecimento do mercado de trabalho. Um importante indicador de confiança econômica, ​também divulgado nesta quinta-feira, subiu mais do que o esperado, impulsionado por uma melhora no ânimo dos setores industrial e de serviços.

Os investimentos das empresas em IA também vêm disparando na Europa, o consumo das famílias tem se mantido firme diante das expectativas pessimistas, e o governo da Alemanha está, de forma lenta mas segura, aumentando seus gastos há muito prometidos em defesa e infraestrutura.

A indústria, em baixa há anos, também tem se mantido surpreendentemente bem diante dos altos custos de energia e pode ter contribuído ​para o crescimento, ao contrário dos anos anteriores, quando exerceu peso.

A Alemanha, terceira maior economia do mundo, a ‌França e a Itália cresceram 0,2% no ⁠trimestre, enquanto a Espanha, que há anos apresenta o melhor desempenho do bloco, expandiu 0,7%, acima da expectativa de 0,6%. Já a Holanda cresceu 0,4%, o dobro da taxa esperada.

“No entanto, a ⁠recente escalada da guerra no Oriente Médio significa que provavelmente levará ⁠mais tempo até que um acordo final seja ⁠alcançado entre os EUA ⁠e ​o Irã”, disse Jörg Krämer, economista do Commerzbank. “Isso provavelmente prejudicará a recuperação econômica no segundo semestre do ano.”

Reuters

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