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Inflação nos EUA está alta demais e é essencial voltar a 2%, diz presidente do Fed de NY

Inflação nos EUA está alta demais e é essencial voltar a 2%, diz presidente do Fed de NY

Reuters

06/11/2026

Placeholder - loading - John C. Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York  4 de setembro de 2025. REUTERS/Kylie Cooper
John C. Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York 4 de setembro de 2025. REUTERS/Kylie Cooper

Atualizada em  06/11/2026

FRANKFURT, 6 Nov (Reuters) - O crescimento ​econômico dos Estados Unidos tem se mantido resiliente e o mercado de trabalho está notavelmente estável apesar de sucessivos choques, mas a inflação está muito alta e precisa ser levada de volta a 2%, afirmou nesta sexta-feira o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams.

A inflação disparou em todo o mundo, principalmente porque a guerra dos ⁠EUA ⁠contra o Irã elevou os ​preços da ‌energia, mas também porque o aumento vertiginoso dos investimentos em IA aumentou os custos de alguns produtos e serviços relacionados à TI.

“A inflação está absolutamente ⁠alta demais. Está alta há tempo demais”, disse Williams ​em uma conferência do Banco Central Europeu em Frankfurt. “É ​absolutamente essencial que levemos a ‌inflação de volta ​à nossa ⁠meta de 2% de maneira oportuna e sustentável.”

Mas Williams também argumentou que o foco principal do Fed deve estar na ​direção que a inflação está tomando e em garantir que os choques atuais não se traduzam em uma inflação mais ampla ou mais persistente.

“Felizmente, não estamos vendo ​isso acontecer até o momento em termos de expectativas de inflação, que permanecem bem ancoradas”, disse Williams. “Estamos observando um crescimento salarial que, acredito, está em linha com nossa meta de 2%.”

Embora Williams não tenha discutido qual deveria ser o próximo passo do Fed em termos de política monetária, ele ​afirmou que o último comunicado do banco central concluiu corretamente ‌que é apropriado que o ⁠Fed colete mais informações para determinar qual será a postura adequada da política monetária.

Os mercados financeiros estimam uma ⁠probabilidade superior a 50% de um ⁠aumento da taxa de ⁠juros pelo Fed ⁠em ​dezembro, enquanto uma alta até março já está totalmente precificada.

Reuters

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