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Economista especialista em disparidade de gênero Claudia Goldin ganha Nobel de Economia

Economista especialista em disparidade de gênero Claudia Goldin ganha Nobel de Economia

Reuters

09/10/2023

Placeholder - loading - Jakob Svensson, presidente do comitê do Nobel de Economia, anuncia economista norte-americana Claudia Goldin como venbcedora do prêmio de 2023  09/10/2023 Claudio Bresciani/TT News Agency/via REUTERS
Jakob Svensson, presidente do comitê do Nobel de Economia, anuncia economista norte-americana Claudia Goldin como venbcedora do prêmio de 2023 09/10/2023 Claudio Bresciani/TT News Agency/via REUTERS

Por Simon Johnson e Johan Ahlander

ESTOCOLMO (Reuters) - A historiadora econômica norte-americana Claudia Goldin ganhou o prêmio Nobel de Economia de 2023 por seu trabalho que examina a desigualdade salarial entre homens e mulheres, informou a Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira.

O prestigioso prêmio, formalmente conhecido como Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, é o último da safra de prêmios Nobel deste ano e vale 11 milhões de coroas suecas, ou pouco menos de 1 milhão de dólares.

'A laureada deste ano em Ciências Econômicas, Claudia Goldin, forneceu o primeiro relato abrangente dos ganhos e da participação das mulheres no mercado de trabalho ao longo dos séculos', disse o órgão que concedeu o prêmio em um comunicado.

'Sua pesquisa revela as causas da mudança, bem como as principais fontes da disparidade de gênero remanescente.'

O prêmio de Economia é a última parcela da safra de Nobéis deste ano, que viu prêmios serem concedidos a descobertas de vacinas contra a COVID-19, instantâneos atômicos e 'pontos quânticos', bem como a um dramaturgo norueguês e uma ativista iraniana.

Goldin, que em 1990 se tornou a primeira mulher a ser titular do Departamento de Economia de Harvard, é apenas a terceira mulher a ganhar o prêmio Nobel de Economia.

'Ela ficou surpresa e muito, muito feliz', disse Hans Ellegren, secretário-geral da Academia Real Sueca de Ciências.

O livro de Goldin de 1990, 'Understanding the Gender Gap: An Economic History of American Women' ('Entendendo a Disparidade de Gênero: Uma História Econômica das Mulheres Norte-Americanas', em tradução livre), foi um exame extremamente influente das raízes da desigualdade salarial.

Em seguida, ela realizou estudos sobre o impacto da pílula anticoncepcional nas decisões de carreira e casamento das mulheres, sobre o sobrenome das mulheres após o casamento como indicador social e sobre os motivos pelos quais as mulheres são hoje a maioria dos estudantes de graduação.

'As descobertas de Claudia Goldin têm vastas implicações sociais', disse Randi Hjalmarsson, membro do comitê do Prêmio de Economia. 'Ao finalmente entender o problema e chamá-lo pelo nome certo, poderemos pavimentar um caminho melhor para o futuro.'

O prêmio de Economia não é um dos prêmios originais de ciências, literatura e paz criados pelo testamento do inventor da dinamite e empresário Alfred Nobel, mas uma adição posterior estabelecida e financiada pelo banco central da Suécia em 1968.

O primeiro prêmio de Economia foi concedido no ano seguinte e os vencedores anteriores incluem uma série de pensadores e acadêmicos influentes, como Friedrich August von Hayek, Milton Friedman e, mais recentemente, o economista norte-americano Paul Krugman.

No ano passado, um trio de economistas norte-americanos, incluindo o ex-presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ganhou o prêmio por suas pesquisas sobre como a regulamentação dos bancos e o apoio a credores falidos com dinheiro público podem evitar uma crise econômica ainda mais profunda, como a Grande Depressão da década de 1930.

Assim como nos outros prêmios Nobel, a grande maioria dos prêmios de Economia foi concedida a homens. Apenas duas mulheres receberam um prêmio anteriormente -- Elinor Ostrom em 2009 e Esther Duflo uma década depois.

(Reportagem de Simon Johnson, Mark John, Niklas Pollard e Johan Ahlander; Reportagem adicional de Terje Solsvik)

Reuters

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