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Eleitores do Reino Unido votam em eleições que devem ser duro golpe em Starmer

Eleitores do Reino Unido votam em eleições que devem ser duro golpe em Starmer

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Nigel Farage, ativista do Brexit e líder do Reform UK, após votar em Walton-on-the-Naze, no Reino Unido 7 de maio de 2026 REUTERS/Toby Melville
Nigel Farage, ativista do Brexit e líder do Reform UK, após votar em Walton-on-the-Naze, no Reino Unido 7 de maio de 2026 REUTERS/Toby Melville

Por Elizabeth Piper

LONDRES, 7 Mai (Reuters) - Milhões de eleitores ​britânicos votaram nesta quinta-feira em eleições locais e regionais que devem representar um duro golpe no Partido Trabalhista do primeiro-ministro Keir Starmer, renovando as dúvidas sobre sua capacidade de governar.

As eleições para quase 5.000 cadeiras em conselhos locais na Inglaterra e para os parlamentos da Escócia e do País de Gales podem sinalizar o início do fim do tradicional sistema bipartidário do Reino Unido, caso os eleitores optem por partidos populistas e nacionalistas em vez dos outrora dominantes Trabalhista e Conservador.

As pesquisas sugerem que o partido populista Reform UK, do ativista do Brexit Nigel Farage, expandirá seu controle sobre os conselhos locais na Inglaterra e poderá ⁠se tornar ⁠a principal oposição na Escócia e no País ​de Gales ‌ao Scottish National Party e ao Plaid Cymru.

Já os Verdes parecem estar prontos para ameaçar as fortalezas do Partido Trabalhista em Londres e em outros grandes centros.

A perspectiva de perda de grande parte das cadeiras de conselhos locais na Inglaterra, o fim do domínio do parlamento galês Senedd ⁠e um possível terceiro lugar nas eleições para o parlamento escocês de Holyrood indicam ​que Starmer deverá voltar a sofrer pressão para renunciar ou, ao menos, apresentar um cronograma para ​sua saída.

Investidores passaram a exigir juros mais altos para emprestar ‌dinheiro ao governo britânico nas ​últimas ⁠semanas, em parte devido ao temor de que ele possa ser substituído por um líder mais à esquerda, disposto a gastar mais.

STARMER PROMETE CONTINUAR LUTANDO

Starmer, 63 anos, eleito em uma vitória esmagadora há menos de dois ​anos, prometeu continuar lutando, comprometendo-se a enfrentar a crise de custo de vida no Reino Unido, alimentada pelos conflitos na Ucrânia e no Irã.

'Podemos enfrentar este momento juntos -- nos tornarmos uma nação mais forte, mais resistente e mais unida, com oportunidades para todos, ou podemos nos afundar na política de queixas e ​divisão', escreveu Starmer no Substack no fim de semana.

'A resposta para este momento, para o mundo que enfrentamos hoje, não é um governo passivo, nem são os populistas que olham para o mundo e oferecem apenas respostas fáceis que nos tornariam mais fracos ou falidos. Este é um momento para patriotas.'

Parecendo sinalizar outro começo após as eleições, Starmer prometeu um 'governo ativo e intervencionista'.

Ele espera ter a chance de tentar relançar seu governo, depois de passar semanas se defendendo dos apelos para que renuncie por causa da nomeação ​do veterano trabalhista Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos.

A nomeação se transformou em uma disputa em ‌grande escala sobre quem sabia o quê ⁠e quando, a respeito dos laços de Mandelson com o falecido criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein e suas conexões comerciais com a Rússia e a China.

Starmer demitiu Mandelson em setembro passado, depois que ⁠um conjunto de e-mails revelou a profundidade de seus laços com ⁠Epstein. A polícia britânica prendeu Mandelson em fevereiro por ⁠suspeita de má conduta ⁠em ​cargo público, mas ele não foi acusado. Ele não enfrenta alegações de má conduta sexual.

(Reportagem de Elizabeth Piper)

Reuters

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