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Em duelo com Europa, EUA quer primeiro votação do Conselho de Segurança sobre Ucrânia

Em duelo com Europa, EUA quer primeiro votação do Conselho de Segurança sobre Ucrânia

Reuters

22/02/2025

Placeholder - loading - Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio 19/02/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein/Pool
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio 19/02/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein/Pool

Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Os Estados Unidos querem que o Conselho de Segurança da ONU vote em um breve um rascunho de resolução marcando o terceiro aniversário da invasão da Rússia à Ucrânia na próxima segunda-feira, antes da Assembleia Geral com 193 membros realizar uma votação sobre o mesmo texto, disseram diplomatas neste sábado.

A movimentação dos EUA na ONU os coloca contra Ucrânia e União Europeia, que há um mês têm negociado com estados-membros da ONU o seu próprio texto sobre a guerra, que deve ser votado pela Assembleia Geral na segunda-feira.

A Reuters noticiou na quinta-feira que os EUA se recusaram a ser co-patrocinadores do texto escrito pela Ucrânia e pela União Europeia. Então, na sexta-feira, Washington propôs sua própria resolução para a Assembleia Geral também votar na segunda-feira.

No fim da sexta-feira, os EUA entregaram o mesmo rascunho ao Conselho de Segurança.

Uma votação do Conselho de Segurança sobre o texto dos EUA ainda não foi marcada, segundo diplomatas. Uma resolução do conselho precisa de pelo menos nove votos a favor e nenhum veto de Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido ou França.

A pressão dos EUA por ações da ONU é exercida depois do presidente Donald Trump começar uma tentativa de mediar um fim para a guerra, o que gerou um racha com o presidente Volodymyr Zelenskiy e aumentou as preocupações entre aliados europeus de que eles poderiam ser excluídos de negociações de paz.

EUA e autoridades russas se reuniram na última terça-feira.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o rascunho de resolução da ONU reflete a visão de Trump e que a ONU precisa voltar ao seu propósito fundador de manter a paz e a segurança internacionais, inclusive por meio de soluções pacíficas de disputas.

“Por meio do apoio a esta resolução, afirmamos que o conflito é horrível, que a ONU pode ajudar a terminá-lo e que paz é possível”, afirmou, em um comunicado. “Essa é nossa oportunidade de construir um impulso de verdade na direção da paz. Pedimos que todos os estados-membros da ONU se juntem aos Estados Unidos em essa busca solene.”

O texto dos EUA lamenta as mortes do “conflito Rússia-Ucrânia” e reitera “que o principal propósito da ONU é manter a paz e a segurança internacionais e resolver pacificamente as disputas”.

Também “implora por um fim rápido ao conflito e pede uma paz duradoura entre Ucrânia e Rússia”.

Reuters

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