Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Eneva aponta economia de até R$3,2 bi a consumidor com flexibilização de suas termelétricas

Eneva aponta economia de até R$3,2 bi a consumidor com flexibilização de suas termelétricas

Reuters

21/09/2026

Placeholder - loading - Linhas de transmissão de alta tensão 14 de setembro de 2026 REUTERS/Manon Cruz
Linhas de transmissão de alta tensão 14 de setembro de 2026 REUTERS/Manon Cruz

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 21 Set (Reuters) - Um acordo ​em discussão no Tribunal de Contas da União (TCU) para flexibilizar o acionamento de usinas termelétricas da Eneva pode acarretar uma economia estimada de R$1,7 bilhão a R$3,2 bilhões aos consumidores de energia no mercado regulado, conforme números apresentados pela Eneva em proposta ao governo federal.

As cifras, calculadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pela consultoria PSR, constam em documento encaminhado pelo Ministério de Minas e Energia à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que foi instada pela pasta a se manifestar no processo sobre o tema que está em discussão final no TCU.

A Eneva ⁠vem discutindo ⁠com o governo, com mediação do TCU, ​uma mudança ‌contratual para flexibilizar o despacho de três projetos: UTE Maranhão III, UTE MC2 Nova Venécia 2 e UTE Azulão II e IV, que somam 1,2 gigawatt (GW) de potência.

A ideia é que, em vez de funcionarem compulsoriamente o tempo todo, essas usinas possam ⁠ser acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar.

Isso ajudaria o trabalho do ​Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que tem precisado de mais usinas flexíveis para fazer frente ​às variações de geração das diferentes fontes de ‌energia e atender à demanda. ​Além ⁠disso, contribuiria para reduzir os cortes de geração renovável ocorridos por sobreoferta de energia, que se tornaram um problema crescente no setor.

Conforme a proposta da Eneva, estudos apontam que essa flexibilização traria redução ​de custos ao consumidor regulado, por exemplo, via diminuição da cobrança de encargos como ESS e Coner. A análise da CCEE aponta economia de R$1,7 bilhão, e a da PSR, de R$3,2 bilhões, de 2026 a 2030.

A ideia é que as usinas deixem de operar com ​inflexibilidade e sejam despachadas pelo ONS por mérito econômico ou por necessidade de segurança do sistema, com base em um custo variável unitário (CVU) operativo de R$760/MWh.

Também há uma premissa de neutralidade tarifária -- isto é, uma garantia de que essa mudança contratual não trará impactos para as distribuidoras, com eventuais custos adicionais no mercado energia spot devendo ser arcados pela Eneva.

Ainda segundo a proposta da Eneva, uma análise do ONS sobre o caso apontou que, caso implementada, a flexibilização operativa ​das termelétricas ajudaria com uma potencial de redução de 215 megawatts médios (MWm) de cortes de geração ‌de energia.

O acordo, se aprovado, começaria a ⁠vigorar em julho de 2027, para coincidir com o 'início do maior volume de inflexibilidade somado das térmicas e com o período de 'safra' dos ventos, sendo assim o período do ano ⁠com maior benefício de redução dos cortes previstos', diz o ⁠documento da Eneva.

A discussão para um eventual acordo ⁠deve ser concluída ⁠até ​o final deste mês, conforme prazos estipulados na SecexConsenso, do TCU.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.