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Eneva pode acionar Justiça contra 'exagero' sobre acesso a terminais de GNL, diz CEO

Eneva pode acionar Justiça contra 'exagero' sobre acesso a terminais de GNL, diz CEO

Reuters

20/08/2026

Placeholder - loading - Trabalhadores caminham em frente ao terminal de importação de gás da empresa de geração de energia Eneva, em Barra dos Coqueiros, em Aracaju, no estado de Sergipe, Brasil, em 8 de outubro de 2024. REU
Trabalhadores caminham em frente ao terminal de importação de gás da empresa de geração de energia Eneva, em Barra dos Coqueiros, em Aracaju, no estado de Sergipe, Brasil, em 8 de outubro de 2024. REU

Atualizada em  20/08/2026

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 20 Ago (Reuters) - ​A Eneva pode acionar a Justiça contra uma proposta da agência reguladora ANP sobre acesso de terceiros a terminais de gás natural liquefeito (GNL), que a companhia considera um 'exagero ou preciosidade regulatória', disse nesta quinta-feira o CEO, Lino Cançado.

'Voltar atrás ou não na regulamentação, acho que a ANP pode estar no direito dela, agora nós vamos buscar o nosso direito também... se a gente achar que isso não está de acordo com a lei, ⁠vai ⁠caber à companhia questionar essa decisão ​da Justiça', ‌disse o executivo, em evento do MegaWhat.

Cançado acrescentou que não há ainda decisão tomada sobre judicializar o tema, e que também não foi apresentado recurso à ANP para reverter a regulamentação.

A diretoria ⁠da ANP aprovou no fim de junho uma regulamentação que ​prevê acesso 'não discriminatório e negociado' de terceiros a infraestruturas de gás, ​incluindo terminais de GNL, gasodutos e outras ‌instalações.

Pelas novas regras, ​os donos ⁠de terminais de GNL, como a Eneva, teriam que aceitar uma mediação e arbitragem da ANP em negociações privadas com interessados em acessar esses terminais. 'Se ​você quer acessar meu terminal, nós vamos negociar, se nós não chegarmos a um acordo, resumidamente, ela (ANP) entraria como árbitro desse acordo, e ela arbitraria o acordo baseado em parâmetros dela', explicou.

Na visão do executivo, ​isso representa a regulação de um 'não problema', uma vez que o mercado de gás se 'autorregula', com os proprietários desses terminais já ofertando a terceiros a capacidade disponível de suas instalações.

'Acho que você tem que regular quando tem como monopólio natural... São pelo menos 9 a 10 terminais (no Brasil), de pelo menos cinco agentes diferentes. E todos eles ofertam exatamente a ​capacidade do terminal nas condições do preço que acham que têm que ofertar. ‌Se alguém ofertar por menos, ⁠ele perde o negócio e fica para outro.'

Além da Eneva, também são donas de terminais de GNL a Petrobras, a Edge (da Compass, do ⁠grupo Cosan), a New Fortress Energy e GNA. ⁠A Âmbar, do grupo J&F, ⁠também atua no ⁠segmento, ​tendo arrendado um terminal.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora e Marta Nogueira)

Reuters

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