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EUA afirmam se opor à “coerção” chinesa após imposição de sanções a ministros de Belize e do Paraguai

EUA afirmam se opor à “coerção” chinesa após imposição de sanções a ministros de Belize e do Paraguai

Reuters

13/10/2026

Placeholder - loading - Bandeiras da China e de Taiwan em foto de ilustração 6 de agosto de 2022 REUTERS/Dado Ruvic
Bandeiras da China e de Taiwan em foto de ilustração 6 de agosto de 2022 REUTERS/Dado Ruvic

Por Ben Blanchard

TAIPÉ, 13 Out (Reuters) - ​O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se opõe à “coerção e agressão” da China contra países que exercem seus direitos soberanos, afirmou o Departamento de Estado dos EUA, depois que Pequim impôs sanções a ministros de Belize e do Paraguai por causa de seus laços com Taiwan.

O Paraguai e Belize são dois dos apenas 12 países que mantêm relações diplomáticas formais com ⁠Taiwan. ⁠A China afirma que Taiwan é ​uma ‌de suas províncias, sem direito de agir como um Estado — uma visão que o governo de Taipé rejeita veementemente.

As sanções são, em grande parte, simbólicas, pois os ministros ⁠dos aliados diplomáticos de Taiwan geralmente não viajam para ​a China. Pequim já havia imposto medidas semelhantes, principalmente a ​políticos ocidentais, por seu apoio a ‌Taiwan, que é ​governado democraticamente.

“O ⁠governo Trump se opõe à coerção e à agressão da China contra países do nosso hemisfério por exercerem seus direitos soberanos”, afirmou ​o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.

Pigott citou comentários anteriores do secretário de Estado Marco Rubio de que os EUA “não permitirão que nossa região se torne ​uma base de operações para adversários, concorrentes e rivais que ameacem nossa segurança ou prejudiquem nossas parcerias”.

“Estamos ao lado de nossos amigos e parceiros, incluindo Taiwan, para promover nossa prosperidade, segurança e valores compartilhados”, acrescentou Pigott.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os Estados Unidos deveriam “parar de enviar sinais errados ​às forças separatistas de Taiwan”.

Os Estados Unidos são o mais importante ‌apoiador internacional de Taiwan, apesar ⁠da ausência de relações diplomáticas formais.

Washington tem se mostrado preocupado não apenas com os esforços de Pequim para conquistar os ⁠aliados remanescentes de Taiwan, mas também ⁠com as tentativas de aumentar ⁠sua influência na ⁠América ​Latina.

(Reportagem de Ben Blanchard; Reportagem adicional de Lewis Jackson, em Pequim)

Reuters

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