EUA, Coreia do Sul e Japão mostram preocupação com atividades cibernéticas 'maliciosas' da Coreia do Norte
EUA, Coreia do Sul e Japão mostram preocupação com atividades cibernéticas 'maliciosas' da Coreia do Norte
Reuters
07/04/2023
Por Soo-hyang Choi e Ju-min Park
SEUL (Reuters) - Os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão expressaram profunda preocupação com as atividades cibernéticas 'maliciosas' da Coreia do Norte que estariam financiando o programa de armas do país, em comunicado conjunto publicado nesta sexta-feira.
Fundos de criptomoedas foram roubados por hackers norte-coreanos de maneira a financiar os programas de armas do país asiático alvo de sanções, disseram autoridades e especialistas nos Estados Unidos e seus aliados.
Um relatório divulgado pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 6 de abril disse que players como a Coreia do Norte estavam usando finanças descentralizadas (DeFi), um segmento próspero no setor de cripto, para transferir e lavar seus rendimentos ilícitos.
A Coreia do Norte negou as acusações de hackeamento ou outros ataques cibernéticos.
Em meio às crescentes ameaças nucleares e de uso de mísseis por parte da Coreia do Norte, o emissário nuclear da Coreia do Sul conversou com seus colegas dos EUA e do Japão em Seul nesta semana e condenou os testes de armas feitos no país norte-coreano.
'Reiteramos com preocupação que os profissionais de TI da RPDC que vivem no exterior continuam usando identidades e nacionalidades forjadas' para escapar das sanções da ONU e arrecadar fundos para o programas de mísseis, de acordo com a declaração conjunta dos enviados, usando o acrônimo do nome oficial da Coreia do Norte.
Eles pediram aos Estados membros das Nações Unidas que cumpram as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para repatriar trabalhadores norte-coreanos.
'Também estamos profundamente preocupados com a forma como a RPDC apóia esses programas roubando e lavando fundos, além de coletar informações por meio de atividades cibernéticas maliciosas', disse o comunicado.
As tensões na península coreana estão em alta.
(Reportagem de Soo-hyang Choi e Ju-min Park; reportagem adicional de Kantaro Komiya em Tóquio)
Reuters

