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    EUA detectam nova atividade em instalação norte-coreana de míssil balístico

    Por Thomson Reuters

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    Por David Brunnstrom

    WASHINGTON (Reuters) - Satélites de espionagem dos Estados Unidos detectaram a retomada de atividades em uma fábrica da Coreia do Norte que produziu o primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM) do país capaz de atingir o território norte-americano, disse uma autoridade de alto escalão dos EUA, em meio a conversas para persuadir Pyongyang a abdicar de suas armas nucleares.

    Fotos e imagens de infravermelho indicam veículos entrando e saindo da instalação de Sanumdong, mas não mostram o quão avançada pode estar uma possível construção de mísseis, disse o funcionário à Reuters na noite de segunda-feira sob condição de anonimato porque a informação é confidencial.

    Também na segunda-feira o jornal Washington Post noticiou que a Coreia do Norte parece estar fabricando um ou dois novos mísseis balísticos intercontinentais de combustível líquido na grande instalação de pesquisa situada nos arredores de Pyongyang, citando fontes não identificadas a par de relatórios de inteligência.

    De acordo com a autoridade norte-americana que conversou com a Reuters, uma foto mostrou um caminhão e um trailer coberto semelhantes aos que os norte-coreanos usaram para transportar seus ICBMs. Como o trailer estava coberto não foi possível saber se transportava algo e o que seria.

    A Casa Branca disse que não fala sobre inteligência. Uma autoridade graduada do escritório presidencial da Coreia do Sul disse que agências de inteligência sul-coreanas e dos EUA estão analisando atentamente várias movimentações norte-coreanas, mas não fez nenhum comentário específico.

    Os indícios obtidos neste mês são os mais recentes a indicarem atividades em andamento nas instalações nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, apesar das conversas com Washington e uma cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente norte-americano, Donald Trump, em junho.

    Pouco depois dela Trump declarou que a Coreia do Norte não representa mais uma ameaça nuclear. Kim se comprometeu, em um comunicado abrangente emitido após a cúpula, a trabalhar para a desnuclearização, mas Pyongyang não detalhou como pode realizá-la e as conversas subsequentes não correram bem.

    Não foi a primeira vez que a inteligência dos EUA se chocou com o otimismo do presidente. No final de junho autoridades norte-americanas disseram à mídia de seu país que agências de inteligência acreditam que a Coreia do Norte intensificou a produção de combustível para armas nucleares e que não pretende abrir mão de seu arsenal nuclear.

    (Reportagem adicional de David Alexander e Joyce Lee)

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