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EUA dizem que voltarão a cobrar tarifas mais altas sobre produtos da UE se Bruxelas não cumprir prazo de 4 de julho

EUA dizem que voltarão a cobrar tarifas mais altas sobre produtos da UE se Bruxelas não cumprir prazo de 4 de julho

Reuters

08/05/2026

Placeholder - loading - Jamieson Greer, representante comercial dos EUA 24 de novembro de 2025 REUTERS/Piroschka van de Wouw
Jamieson Greer, representante comercial dos EUA 24 de novembro de 2025 REUTERS/Piroschka van de Wouw

Por Andrea Shalal

WASHINGTON, 8 Mai (Reuters) - Os ​Estados Unidos voltarão a cobrar tarifas mais altas sobre os produtos da União Europeia se Bruxelas não implementar os compromissos do acordo comercial antes do prazo final de 4 de julho, disse o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, nesta sexta-feira.

Greer, falando no programa 'Mornings with Maria' da Fox Business Network, disse que conversou com autoridades comerciais de diferentes países europeus e da UE durante uma visita à Europa nesta semana e acreditava que 'suas mentes estão focadas' em fazer as mudanças necessárias.

'Eles ⁠me ⁠disseram que estão comprometidos com o ​cumprimento. Esperamos ‌que seja esse o caso, mas estamos observando de perto. E se não for o caso, os EUA voltarão à sua outra estrutura tarifária para a UE', disse ele.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ⁠disse na quinta-feira que daria à UE até 4 de julho ​para manter sua parte de um acordo comercial alcançado na Escócia em ​julho passado, antes de aumentar as tarifas ‌sobre os produtos ​da UE, ⁠incluindo carros, para 'níveis muito mais altos'. Anteriormente, Trump havia ameaçado aumentar as tarifas sobre carros e caminhões da UE para 25%, em vez dos 15% previamente acordados, a ​partir desta semana.

Os comentários de Trump aliviaram as tensões com a UE sobre a questão comercial, mas os dois lados continuam em desacordo sobre a guerra no Oriente Médio e a irritação do presidente dos EUA com ​o fato de os aliados da Otan terem se recusado a se envolver diretamente no conflito.

Vários acontecimentos, incluindo a exigência de Trump de adquirir a Groenlândia e uma decisão da Suprema Corte dos EUA que anulou as tarifas que motivaram as negociações comerciais em primeiro lugar, retardaram a implementação do acordo pelo Parlamento Europeu.

Greer disse que a UE havia se comprometido no ano passado ​a reduzir todas as suas tarifas industriais para zero para os EUA, fornecer acesso ‌livre de impostos a determinados produtos ⁠agrícolas e revisar uma série de barreiras não tarifárias e regulamentações onerosas.

'Não vimos nenhuma dessas coisas se concretizar', disse ele. 'Sete ou oito meses depois, ⁠a UE ainda não implementou nenhuma parte das ⁠obrigações de seu acordo comercial', disse ⁠ele, acrescentando que ⁠Washington ​cumpriu sua parte do acordo ajustando suas tarifas.

(Reportagem de Andrea Shalal e David Lawder)

Reuters

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