Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

EUA vão enviar milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio, dizem autoridades

EUA vão enviar milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio, dizem autoridades

Reuters

20/03/2026

Placeholder - loading - Porta-aviões USS Abraham Lincoln apoia operação contra Irã em local não revelado  4/3/2026    Divulgação via REUTERS
Porta-aviões USS Abraham Lincoln apoia operação contra Irã em local não revelado 4/3/2026 Divulgação via REUTERS

Atualizada em  20/03/2026

Por Idrees Ali e Phil Stewart

WASHINGTON, 20 Mar (Reuters) - As Forças Armadas ​dos Estados Unidos estão enviando milhares de fuzileiros navais e integrantes da Marinha adicionais para o Oriente Médio, disseram três autoridades norte-americanas à Reuters nesta sexta-feira, quando a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã atingiu a marca de três semanas.

Duas das autoridades disseram à Reuters que não se tomou a decisão de enviar tropas para o próprio Irã, mas elas aumentarão a capacidade para eventuais operações futuras na região.

O envio do USS Boxer, um navio de assalto anfíbio, juntamente com sua Unidade Expedicionária da Marinha e os navios de guerra que o acompanham, ocorreu após a Reuters informar que o governo do presidente Donald Trump considera enviar milhares de soldados norte-americanos para reforçar sua operação no Oriente ⁠Médio.

Trump disse a ⁠jornalistas na quinta-feira que não estava colocando tropas 'em ​lugar nenhum', ‌mas que, se o fizesse, não contaria aos jornalistas.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, não disseram qual seria o papel das tropas adicionais.

Uma das autoridades disse que as tropas estavam partindo da costa oeste dos Estados Unidos cerca de três semanas antes do previsto. A unidade expedicionária tem cerca de 2.500 fuzileiros ⁠navais.

A Casa Branca encaminhou pedido de comentário feito a ela ao Pentágono, que não respondeu imediatamente.

Os ​destacamentos adicionais se somarão aos 50.000 soldados norte-americanos que já estão no Oriente Médio e levarão duas Unidades ​Expedicionárias de Fuzileiros Navais (MEU, na sigla em inglês) para a região. ‌A primeira MEU, que foi ​enviada do ⁠Indo-Pacífico, deve chegar ao Oriente Médio na próxima semana.

As unidades podem ser usada em diversas situações, incluindo a realização de ataques com as aeronaves a bordo dos navios ou a implantação em terra.

O porta-aviões Ford, que sofreu um incêndio na lavanderia, ​segue para reparos em Souda Bay, na ilha grega de Creta. A autoridade disse à Reuters que a Marinha deve enviar o porta-aviões Bush para substituir o Ford, que está no mar há mais de nove meses.

OPÇÕES PARA TRUMP

Fontes já haviam dito anteriormente que o Exército dos EUA estava se preparando para possíveis próximos passos em sua campanha contra o ​Irã, que começou em 28 de fevereiro.

Essas opções, segundo a Reuters, incluem a segurança do Estreito de Ormuz, com o potencial envio de forças dos EUA para a costa do Irã.

O governo Trump também discutiu opções para enviar forças terrestres para a ilha iraniana de Kharg, centro de 90% das exportações de petróleo do Irã, informou a Reuters.

Qualquer uso de tropas terrestres dos EUA -- mesmo para uma missão limitada -- poderia representar riscos políticos significativos para Trump, dado o baixo apoio do público norte-americano à campanha contra o Irã e as promessas pré-eleitorais do próprio Trump de evitar envolver os ​EUA em novos conflitos no Oriente Médio.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada na quinta-feira revelou que cerca de 65% dos norte-americanos acreditam que ‌Trump deve ordenar que as tropas entrem em uma ⁠guerra terrestre de larga escala no Irã e apenas 7% apoiam essa ideia.

Os EUA realizaram ataques contra 7.000 alvos dentro do Irã e atingiram mais de 40 embarcações iranianas de instalação de minas e 11 submarinos, segundo o ⁠Pentágono.

Em um sinal de que a guerra pode continuar por algum tempo, ⁠uma autoridade dos EUA disse à Reuters que o Pentágono ⁠pediu à Casa Branca ⁠a ​aprovação de um pedido de mais de US$200 bilhões ao Congresso para financiar o conflito.

(Reportagem de Idrees Ali e Phil Stewart)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.