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Líder da oposição do Equador González é presa por supostas irregularidades em financiamento de campanha

Líder da oposição do Equador González é presa por supostas irregularidades em financiamento de campanha

Reuters

22/10/2026

Placeholder - loading - Luisa González durante campanha em Quito    11 de outubro de 2023    REUTERS/Karen Toro
Luisa González durante campanha em Quito 11 de outubro de 2023 REUTERS/Karen Toro

Atualizada em  22/10/2026

Por Alexandra Valencia

QUITO, 22 Out (Reuters) - Uma proeminente ​política de esquerda do Equador, que ficou em segundo lugar nas duas últimas eleições, atrás do presidente Daniel Noboa, foi presa, informou nesta quinta-feira a chefe de seu partido.

Luisa González, protegida do ex-presidente socialista Rafael Correa, está sendo investigada por supostas irregularidades no financiamento político e nos gastos de campanha nas eleições de 2023.

Em uma postagem no X, González disse que a acusação era “absurda” e pediu união aos membros de seu partido para alcançar a liberdade e a democracia ⁠no ⁠Equador.

A líder do partido Revolução Cidadã, ​Gabriela Rivadeneira, ‌confirmou a prisão em uma postagem nas redes sociais e argumentou que ela teve motivação política.

“Exigimos a libertação imediata de Luisa González, que não deveria ter que enfrentar um processo de perseguição e tortura ⁠imposto por este governo”, disse ela aos repórteres.

Em um vídeo publicado nas ​redes sociais, a Procuradoria-Geral informou que a investigação buscava esclarecer a origem ​dos recursos utilizados para financiar a propaganda ‌eleitoral entre maio e ​agosto ⁠de 2023.

“Uma rede de pessoas jurídicas foi utilizada para canalizar aproximadamente US$500.000 para contratar e adquirir publicidade de campanha. Os recursos teriam sido canalizados sem a divulgação ​de sua origem ou da identidade dos contribuintes”, afirmou o vídeo.

Rivadeneira afirmou que os recursos da campanha de 2023 foram totalmente contabilizados e que as multas financeiras impostas anteriormente pela autoridade eleitoral já haviam sido pagas, reiterando declarações ​anteriores de González.

O ex-presidente Correa, que apoiou a candidatura de González, também contestou as alegações.

“Não se trata de legalidade, nem de se as regras estão sendo seguidas ou não. Trata-se de uma perseguição brutal e simples”, disse ele em um programa de rádio local.

A Procuradoria-Geral do Equador, em uma postagem nas redes sociais, informou que sete pessoas estão sob investigação por “inconsistências nas contribuições e na ​origem lícita dos recursos” durante a campanha presidencial de 2023.

Três pessoas foram presas até ‌o momento e responderão a acusações ⁠por suposta lavagem de dinheiro, informou o órgão, sem revelar seus nomes completos.

González perdeu as eleições de 2023 e 2025 para Noboa e alegou fraude ⁠na derrota do ano passado. Ela tentou concorrer ⁠às eleições locais marcadas para 29 ⁠de novembro, mas ⁠não ​conseguiu registrar sua candidatura devido às regras de registro dos partidos.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

Reuters

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