Exceções demais na reforma tributária podem exigir alíquota maior e neutralizar impacto no PIB, diz Tebet
Exceções demais na reforma tributária podem exigir alíquota maior e neutralizar impacto no PIB, diz Tebet
Reuters
12/07/2023
Atualizada em 12/07/2023
(Reuters) -A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta quarta-feira que se muitas exceções forem feitas a diferentes setores no projeto de reforma tributária ela se tornará 'neutra' em impacto no Produto Interno Bruto (PIB) e será necessário uma alíquota única alta.
'Se nós aumentarmos demais as excessões, no que se refere a crescimento do PIB, ela (reforma tributária) se torna neutra... e você vai ter que provavelmente aumentar mais a alíquota a ser cobrada', disse Tebet em entrevista à GloboNews.
A ministra afirmou ainda que o Senado 'terá o tempo dele' para construir um bom texto para a reforma tributária, que já foi aprovada pela Câmara na semana passada, e disse que o governo está muito otimista em relação à votação da proposta na Casa.
Tebet ponderou que um eventual fatiamento da reforma tributária pelo Senado, como chegou a ser sugerido na véspera pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), seria ruim para o Brasil.
'Esta é uma reforma tributária que, ao ser fatiada, não prejudica só o governo, prejudica o Brasil. Se eu fatio, significa que eu vou aprovar o que é fácil, e vou deixar o difícil, que são as excessões', disse ela, acrescentando que a votação separada das excessões aumenta a chance de lobby de setores econômicos no Congresso acabar se impondo e atenuando os ganhos da reforma.
Segundo Tebet, não há certeza sobre quando o governo conseguirá assinar a reforma tributária após a aprovação pelo Congresso, mas o importante é que seja promulgada neste ano.
Na entrevista, a ministra também voltou a dizer que acredita que o Banco Central começará a cortar a taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, em breve. 'Não tem sentido não falar da redução da taxa de juros no Brasil este ano.'
Reuters

