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EXCLUSIVO-Ataques dos EUA ao Irã podem ter como alvo líderes específicos, afirmam autoridades

EXCLUSIVO-Ataques dos EUA ao Irã podem ter como alvo líderes específicos, afirmam autoridades

Reuters

20/02/2026

Placeholder - loading - Imagens de autoridades iranianas em Teerã  17/2/2026    Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Imagens de autoridades iranianas em Teerã 17/2/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Por Phil Stewart e Idrees Ali

WASHINGTON, 20 Fev (Reuters) - O planejamento ​militar dos EUA sobre o Irã chegou a um estágio avançado, com opções que incluem atacar indivíduos específicos e até mesmo buscar uma mudança de regime em Teerã, se ordenado pelo presidente Donald Trump, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters.

As opções militares são os sinais mais recentes de que os Estados Unidos estão se preparando para um conflito sério com o Irã, caso os esforços diplomáticos fracassem. A Reuters noticiou pela primeira vez na semana passada que as Forças Armadas dos EUA estão se preparando para uma operação sustentada de várias semanas contra o Irã, que poderia incluir ataques a instalações de segurança iranianas, bem como à infraestrutura ⁠nuclear.

As revelações ⁠mais recentes sugerem um planejamento mais detalhado e ​ambicioso antes ‌de uma decisão de Trump, que nos últimos dias divulgou publicamente a ideia de uma mudança de regime na República Islâmica.

As autoridades norte-americanas, que falaram sob condição de anonimato devido à natureza sensível do planejamento, não ofereceram mais detalhes sobre quais indivíduos poderiam ser alvos ou como as ⁠Forças Armadas dos EUA poderiam tentar realizar uma mudança de regime sem uma grande ​força terrestre.

Buscar uma mudança de regime marcaria mais uma alteração em relação às promessas de Trump durante ​a campanha presidencial de abandonar o que ele chamou de ‌políticas fracassadas dos governos ​anteriores que ⁠incluíram esforços militares para derrubar os governos do Afeganistão e do Iraque.

Trump reuniu uma enorme quantidade de poder de fogo no Oriente Médio, mas a maior parte da capacidade de combate está a bordo de navios de ​guerra e caças. Qualquer grande campanha de bombardeios também poderia contar com o apoio de bombardeiros baseados nos EUA.

Em seu primeiro mandato, Trump mostrou disposição para realizar assassinatos seletivos ao aprovar um ataque em 2020 contra o principal general do Irã, Qassem Soleimani, que liderava o braço de espionagem estrangeira e paramilitar da ​Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, conhecida como Força Quds.

O governo Trump classificou formalmente a Guarda como uma organização terrorista estrangeira em 2019, a primeira vez que Washington aplicou a designação às forças armadas de outra nação.

Uma das fontes dos EUA observou o sucesso de Israel em atingir líderes iranianos durante sua guerra de 12 dias com o Irã no ano passado. Na época, fontes regionais disseram à Reuters que pelo menos 20 comandantes seniores foram mortos, incluindo o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Mohammad Bagheri.

“A guerra de ​12 dias e os ataques israelenses contra alvos individuais realmente mostraram a utilidade dessa abordagem”, disse a autoridade norte-americana, ‌acrescentando que o foco estava naqueles envolvidos ⁠no comando e controle das forças da Guarda Revolucionária.

Ainda assim, a fonte alertou que atacar indivíduos requer recursos de inteligência adicionais. Matar um comandante militar específico significaria saber sua localização exata e entender quem ⁠mais poderia ser prejudicado na operação.

Não ficou claro para as autoridades que ⁠falaram com a Reuters quais informações os EUA ⁠têm sobre os líderes ⁠iranianos ​que poderiam ser alvos dos Estados Unidos.

A Casa Branca e o Pentágono não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Reuters

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