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EXCLUSIVO-Investigação dos EUA aponta para provável responsabilidade dos EUA em ataque a escola no Irã, dizem fontes

EXCLUSIVO-Investigação dos EUA aponta para provável responsabilidade dos EUA em ataque a escola no Irã, dizem fontes

Reuters

06/03/2026

Placeholder - loading - Covas preparadas para vítimas de ataque a escola em Minab  2/3/2026     Divulgação via REUTERS
Covas preparadas para vítimas de ataque a escola em Minab 2/3/2026 Divulgação via REUTERS

Por Phil Stewart e Idrees Ali

5 Mar (Reuters) - Investigadores ​militares dos Estados Unidos acreditam que é provável que as forças norte-americanas tenham sido responsáveis por um aparente ataque a uma escola feminina iraniana que matou dezenas de crianças no sábado, mas ainda não chegaram a uma conclusão final ou finalizaram sua investigação, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters.

A Reuters não conseguiu determinar mais detalhes sobre a investigação, incluindo quais evidências contribuíram para a avaliação provisória, que tipo de munição foi usada, quem foi o responsável ou por que os EUA podem ter atacado a escola.

O ⁠secretário de ⁠Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reconheceu ​na quarta-feira ‌que as Forças Armadas dos EUA estavam investigando o incidente.

As autoridades, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos militares delicados, não descartaram a possibilidade de surgirem novas evidências que absolvam os EUA da responsabilidade e apontem ⁠para outra parte responsável pelo incidente.

A Reuters não conseguiu determinar quanto tempo ​mais a investigação durará ou que provas os investigadores dos EUA estão buscando ​antes que a avaliação possa ser concluída.

A escola ‌para meninas em ​Minab, no ⁠sul do Irã, foi atingida no sábado, durante o primeiro dia de ataques dos EUA e de Israel ao país. O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, ​disse que o ataque matou 150 estudantes. A Reuters não pôde confirmar de forma independente o número de mortos.

De acordo com cópias arquivadas do site oficial da escola, a escola fica ao lado de um complexo operado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), ​a força militar que se reporta ao líder supremo do Irã.

O Pentágono encaminhou as perguntas da Reuters ao Comando Central das Forças Armadas dos EUA, cujo porta-voz, capitão Timothy Hawkins, disse: 'Seria inapropriado fazer comentários, pois o incidente está sendo investigado'.

A Casa Branca não comentou diretamente sobre a investigação, mas a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou em uma nota à Reuters: 'Embora o Departamento de Guerra esteja atualmente investigando esse assunto, o ​regime iraniano tem como alvo civis e crianças, não os Estados Unidos da América'.

Questionado sobre ‌o incidente durante uma coletiva de ⁠imprensa na quarta-feira, Hegseth disse: 'Estamos investigando isso. Nós, é claro, nunca atacamos alvos civis. Mas estamos dando uma olhada e investigando isso'.

O secretário de Estado dos EUA, ⁠Marco Rubio, declarou a repórteres na segunda-feira que os ⁠EUA não visariam deliberadamente uma escola.

'O Departamento ⁠de Guerra estaria ⁠investigando ​isso se fosse um ataque nosso, e eu encaminharia sua pergunta a eles', disse Rubio.

Reuters

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