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EXCLUSIVO-Irã está prestes a fechar acordo para comprar mísseis antinavio supersônicos da China

EXCLUSIVO-Irã está prestes a fechar acordo para comprar mísseis antinavio supersônicos da China

Reuters

24/02/2026

Placeholder - loading - Jornal iraniano com foto de capa de míssil iraniano em Teerã  19/2/2026    Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Jornal iraniano com foto de capa de míssil iraniano em Teerã 19/2/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Por John Irish e Parisa Hafezi e Gavin Finch

LONDRES, 24 ​Fev (Reuters) - O Irã está perto de fechar um acordo com a China para comprar mísseis antinavio, segundo seis pessoas com conhecimento das negociações, no momento em que os Estados Unidos mobilizam uma vasta força naval perto da costa iraniana antes de possíveis ataques à República Islâmica.

O acordo para os mísseis CM-302 fabricados na China está quase concluído, embora nenhuma data de entrega tenha sido acordada, disseram as pessoas. Os mísseis supersônicos têm um alcance de cerca de 290 quilômetros e são projetados para evadir as defesas navais, voando baixo e rápido. Sua implantação aumentaria significativamente as capacidades de ataque do Irã e representaria uma ameaça para as forças navais dos EUA na região, disseram dois especialistas em armas.

As negociações com a China para a compra dos ⁠sistemas de armas de ⁠mísseis, que começaram há pelo menos dois anos, ​aceleraram-se acentuadamente ‌após a guerra de 12 dias entre Israel e o Irã em junho, de acordo com as seis pessoas com conhecimento das negociações, incluindo três autoridades que foram informadas pelo governo iraniano, bem como três representantes de segurança. Quando as negociações entraram em sua fase final no verão passado do hemisfério norte, autoridades militares e governamentais ⁠graduadas do Irã viajaram para a China, incluindo Massoud Oraei, vice-ministro da Defesa do Irã, de ​acordo com dois dos funcionários de segurança. A visita de Oraei não havia sido divulgada anteriormente.

“É uma mudança completa ​no jogo se o Irã tiver capacidade supersônica para atacar navios na ‌área”, disse Danny Citrinowicz, ex-oficial ​de inteligência ⁠israelense e agora pesquisador sênior do Irã no Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel. “Esses mísseis são muito difíceis de interceptar.”

A Reuters não conseguiu determinar quantos mísseis estavam envolvidos no possível acordo, quanto o Irã concordou em pagar ou se a China ​iria adiante com o acordo, dada a tensão crescente na região.

“O Irã tem acordos militares e de segurança com seus aliados, e agora é o momento apropriado para fazer uso desses acordos”, declarou uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores iraniano à Reuters.

Em um comentário enviado após a publicação da reportagem, o Ministério das Relações Exteriores da China disse que não ​tinha conhecimento das negociações sobre uma possível venda de mísseis relatada pela Reuters. O Ministério da Defesa da China não respondeu a um pedido de comentário.

A Casa Branca não comentou diretamente as negociações entre o Irã e a China sobre o sistema de mísseis quando questionada pela Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que “ou faremos um acordo ou teremos que tomar medidas muito duras, como da última vez”, disse uma autoridade da Casa Branca, referindo-se ao atual impasse com o Irã.

Os mísseis estariam entre os equipamentos militares mais avançados a serem transferidos para o Irã pela China e desafiariam o embargo ​de armas das Nações Unidas, imposto pela primeira vez em 2006. As sanções foram suspensas em 2015 como parte de um ‌acordo nuclear com os EUA e aliados, e depois ⁠reimpostas em setembro passado.

A potencial venda reforçaria o aprofundamento das relações militares entre a China e o Irã num momento de tensão regional elevada, complicando os esforços dos EUA para conter o programa de mísseis do Irã e restringir as ⁠suas atividades nucleares. Também sinalizaria a crescente vontade da China de se afirmar ⁠numa região há muito dominada pelo poderio militar dos EUA.

(Reportagem ⁠de Gavin Finch em ⁠Londres, ​John Irish em Paris e Parisa Hafezi em Dubai. Reportagem adicional de Gram Slattery em Washington e David Brunnstrom nas Nações Unidas)

Reuters

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