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Fazenda aponta viés de baixa em projeção para o PIB de 2026 após dados do 2º tri

Fazenda aponta viés de baixa em projeção para o PIB de 2026 após dados do 2º tri

Reuters

01/09/2026

Placeholder - loading - Sede do Ministério da Fazenda em Brasília, Brasil, em 14 de fevereiro de 2023. REUTERS/Adriano Machado
Sede do Ministério da Fazenda em Brasília, Brasil, em 14 de fevereiro de 2023. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  01/09/2026

BRASÍLIA, 1 Set (Reuters) - A Secretaria de ​Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve nesta terça-feira sua projeção de que a atividade econômica crescerá 2,3% no país neste ano, mas apontou um 'viés de baixa' para sua estimativa, após dados mostrarem uma desaceleração do PIB maior que a esperada pela equipe econômica no segundo trimestre.

Em nota informativa, a secretaria previu continuidade da desaceleração no terceiro trimestre, “com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela ⁠redução ⁠do custo do crédito”.

Para o ​quarto trimestre ‌deste ano, a SPE já espera uma retomada gradual da atividade, com componentes mais cíclicos da economia respondendo à flexibilização monetária promovida pelo Banco Central.

O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento ⁠de 0,5%no segundo trimestre em comparação com os três meses ​anteriores, depois de a economia ter crescido 1,1% no primeiro ​trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia ‌e Estatística (IBGE) nesta ​terça. O ⁠resultado veio abaixo do crescimento de 0,8% esperado pela SPE, mas acima do crescimento de 0,4% previsto por economistas, segundo pesquisa da Reuters.

'A ​projeção da SPE para o PIB de 2026 é atualmente de 2,3%, encontrando-se em revisão para o próximo Boletim Macrofiscal, com viés de baixa', disse a secretaria. As projeções do boletim balizam as ​estimativas de receitas e despesas do governo que podem, eventualmente, determinar contenções orçamentárias.

“A agropecuária surpreendeu positivamente, enquanto indústria e serviços ficaram abaixo do esperado”, disse a SPE no documento.

A secretaria apontou um recuo na margem do consumo das famílias e uma desaceleração dos investimentos, enquanto dados de comércio exterior representaram uma contribuição negativa para o indicador.

“O quadro ​é consistente com os efeitos ainda predominantes da política monetária restritiva”, afirmou, ‌citando como exemplos desses efeitos ⁠a indústria de transformação, construção e comércio, “em um ambiente de endividamento elevado.”

O Banco Central vem promovendo cortes graduais da taxa Selic, que ⁠está no momento em 14,00%, mas a ⁠autarquia tem afirmado que pretende ⁠encerrar o ciclo ⁠com ​os juros ainda em patamar restritivo.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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