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Fifa abandona plano de vender participação em subsidiária avaliada em US$20 bi

Fifa abandona plano de vender participação em subsidiária avaliada em US$20 bi

Reuters

31/07/2026

Placeholder - loading - Presidente da Fifa, Gianni Infantino 19 de julho de 2026 REUTERS/Dylan Martinez
Presidente da Fifa, Gianni Infantino 19 de julho de 2026 REUTERS/Dylan Martinez

Atualizada em  31/07/2026

31 Jul (Reuters) - A Fifa anunciou ​nesta sexta-feira que não dará continuidade à sua proposta de vender uma parte de seu império empresarial a investidores externos, depois que o projeto encontrou forte resistência por parte de algumas de suas federações-membros.

O plano da Fifa era arrecadar até US$4,2 bilhões com a venda de cerca de 20% das ações de uma nova unidade que administraria os eventos da Fifa, incluindo a Copa ⁠do ⁠Mundo, avaliando-a em US$20 bilhões.

A ​proposta, divulgada ‌na terça-feira, encontrou resistência imediata liderada pela Uefa, órgão que rege o futebol europeu, que acusou a Fifa de colocar a “alma” do esporte à venda.

“Depois de ouvir ⁠atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou ​divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, ​não atendem mais ao objetivo estabelecido ‌inicialmente”, afirmou o ​presidente ⁠da Fifa, Gianni Infantino, em comunicado.

“Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Por isso, essa proposta não seguirá adiante.”

Carlos ​Cordeiro, assessor sênior do presidente da Fifa, Gianni Infantino, renunciou nesta sexta-feira em protesto contra o plano, e o diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou que a equipe ​foi “enganada” por Infantino, descrevendo a proposta como um “projeto de uma só pessoa”.

A Fifa propôs a criação de uma subsidiária de US$20 bilhões, a Fifa Forward Enterprise (FFE), para administrar a Copa do Mundo e seus outros eventos.

A Thrive Eternal, um fundo administrado pela Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, deveria liderar o grupo de ​investidores proposto, informou a Fifa. Joshua é irmão de Jared Kushner, ‌genro do presidente dos EUA, ⁠Donald Trump.

A Fifa tinha afirmado anteriormente que não levaria adiante o plano sem o apoio da maioria de suas federações ⁠associadas.

(Reportagem de Ian Ransom, Aadi Nair ⁠e Rohith Nair; Reportagem adicional ⁠de Lucy Thomson, ⁠Nick ​Mulvenney, Kuba Stezycki, Stine Jacobsen, Janina Nuno Rios e Rory Carroll)

Reuters

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