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Fitch prevê aperto da política fiscal no Brasil em 2027 independentemente de resultado eleitoral

Fitch prevê aperto da política fiscal no Brasil em 2027 independentemente de resultado eleitoral

Reuters

21/10/2026

Placeholder - loading - Logo da Fitch Ratings nos escritórios da empresa no distrito financeiro de Canary Wharf, em Londres 3 de março de 2016 REUTERS/Reinhard Krause
Logo da Fitch Ratings nos escritórios da empresa no distrito financeiro de Canary Wharf, em Londres 3 de março de 2016 REUTERS/Reinhard Krause

21 Out (Reuters) - A agência ​Fitch Ratings, de classificação de risco de crédito, disse nesta quarta-feira esperar uma política fiscal mais rígida no Brasil no próximo ano, independentemente de quem vencer a disputa presidencial neste mês, ressaltando que o aperto das contas públicas e o juro elevado pesarão sobre a atividade econômica.

O presidente Luiz ⁠Inácio ⁠Lula da Silva (PT) e ​o ‌senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo domingo.

Em relatório, a Fitch justificou a expectativa de um ⁠aperto nas contas públicas citando o fato de ​o déficit orçamentário do país já estar acima ​de 8% do PIB ‌e de a ​relação ⁠dívida/PIB superar 80%.

A agência espera que o Produto Interno Bruto do país cresça 1,9% este ano e ​1,4% em 2027, e estima que a Selic, atualmente em 13,75%, chegue ao final do próximo ano em 11,75%.

'A taxa de juros ​poderia cair mais rapidamente em caso de um ajuste fiscal significativo, o que também poderia pressionar para baixo os juros de prazo mais longo', disse a Fitch, ressaltando que o Banco Central ainda deverá manter os juros reais elevados em meio ​a expectativas de inflação elevadas e à persistência ‌da inflação de serviços.

'Isso ⁠manterá elevado o comprometimento do setor privado com o serviço da dívida e limitará o ⁠consumo das famílias, o investimento ⁠das empresas e o ⁠crescimento do ⁠crédito, ​mesmo com a queda dos juros nominais.'

(Por Redação Brasília)

Reuters

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