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FMI diz que aumento prolongado dos preços de energia pode elevar inflação e reduzir crescimento

FMI diz que aumento prolongado dos preços de energia pode elevar inflação e reduzir crescimento

Reuters

19/03/2026

Placeholder - loading - Logotipo do Fundo Monetário Internacional (FMI) na sede em Washington, EUA  24 de novembro de 2024 REUTERS/Benoit Tessier
Logotipo do Fundo Monetário Internacional (FMI) na sede em Washington, EUA 24 de novembro de 2024 REUTERS/Benoit Tessier

Por Andrea Shalal e Rodrigo Campos

WASHINGTON, 19 Mar (Reuters) - O ​FMI disse nesta quinta-feira que monitora de perto os desdobramentos da guerra do Irã e as interrupções na produção de energia, alertando que aumentos prolongados nos preços de energia poderiam impulsionar a inflação e reduzir o crescimento global.

Julie Kozack, porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), relatou a jornalistas que o conflito já resultou em interrupções significativas nos embarques marítimos de petróleo e gás natural, fazendo com que os preços do petróleo bruto subissem mais de 50%, chegando a mais de US$100 por barril.

O credor global não recebeu nenhuma solicitação formal de financiamento emergencial, mas está pronto para ajudar os países membros ⁠conforme necessário, ⁠disse Kozack. Ela disse que as autoridades ​do FMI ‌estão se engajando ativamente com ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países membros, assim como com instituições regionais.

Segundo Kozack, o impacto geral da guerra vai depender de sua duração, intensidade e extensão. O FMI incluirá a guerra em suas perspectivas econômicas ⁠globais atualizadas, a serem divulgadas em meados de abril, durante as reuniões de ​primavera (no hemisfério norte) do FMI e do Banco Mundial.

'Os preços do petróleo e do gás, ​como você sabe, aumentaram mais de 50% no último ‌mês, chegando a mais ​de US$100 ⁠por barril de Brent. Além disso, as remessas de fertilizantes foram interrompidas, e isso, juntamente com as interrupções no transporte, aumenta os riscos de que possamos ver aumentos nos preços dos alimentos, e esses ​podem ser substanciais, novamente, dependendo da duração e da intensidade', disse ela.

Sem perspectiva de fim, já perto de três semanas após o início da guerra, potências europeias e o Japão disseram nesta quinta‑feira que agirão para estabilizar os mercados de energia e se somarão a 'esforços apropriados' para ​liberar o ponto de estrangulamento no Golfo Pérsico, após uma escalada dramática na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã com ataques de retaliação a instalações de energia.

Kozack citou uma 'regra prática' do FMI, segundo a qual cada aumento de 10% nos preços de energia, se mantido por cerca de um ano, resultaria em um aumento de 40 pontos-base na inflação global e em uma queda na produção de 0,1% a 0,2%.

Caso os preços do petróleo permaneçam acima de US$100 por um ​ano, isso se traduziria em impactos significativos na inflação e na produção econômica global.

Os bancos centrais, avaliou, ‌devem permanecer vigilantes na esteira do aumento ⁠dos preços de energia, observando cuidadosamente se a inflação está se expandindo além dos preços de energia e se as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas.

Segundo ela, a avaliação preliminar do ⁠FMI é que a guerra deve enfraquecer o crescimento nos ⁠integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Muito ⁠dependeria, observou, da capacidade ⁠dos ​países de retomar as exportações de suprimentos de petróleo e gás.

(Reportagem de Andrea Shalal e Rodrigo Campos)

Reuters

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