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França não precisa da ajuda do BCE no momento, diz presidente do banco central

França não precisa da ajuda do BCE no momento, diz presidente do banco central

Reuters

07/10/2026

Placeholder - loading - Presidente do banco central da França,Emmanuel Moulin  9 de junho de 2026. REUTERS/Sarah Meyssonnier/Foto de arquivo
Presidente do banco central da França,Emmanuel Moulin 9 de junho de 2026. REUTERS/Sarah Meyssonnier/Foto de arquivo

PARIS, 7 Out (Reuters) - A situação econômica ​da França é grave, tendo em vista o aumento dos custos de financiamento, mas o país não precisa neste momento da ajuda do Banco Central Europeu, afirmou nesta quarta-feira o presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin.

Os custos de financiamento da França dispararam em meio à atual queda global nos mercados de títulos, provocando uma onda de vendas do euro, já que os investidores temem que as frágeis finanças públicas do país ⁠possam ⁠afetar o restante da Europa.

“Essa diferença ​em nossas ‌taxas de financiamento está ligada ao fato de termos um déficit maior do que o de outros países da zona do euro e de haver incerteza política em relação à votação ⁠do orçamento”, disse Moulin, acrescentando que é vital que o governo ​consiga aprovar seu orçamento no Parlamento.

Moulin acrescentou que a situação pode ​melhorar se o governo conseguir aprovar ‌um orçamento que reduza ​o ⁠déficit.

O governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que enfrenta pressão tanto dos partidos de oposição de extrema direita quanto de extrema esquerda antes das eleições presidenciais ​no início de 2027, tem como meta reduzir o déficit orçamentário de 5,4% do PIB neste ano para 5% no próximo.

O governo francês apresentou seu projeto de lei orçamentária para 2027 em 1º de ​outubro. Os dois antecessores de Lecornu foram derrubados devido a disputas orçamentárias, em 2024 e 2025.

“Hoje, não há necessidade de buscar a solução em Frankfurt. A solução está aqui mesmo, em casa”, disse Moulin à rádio France Inter. “Não acho que o Banco Central Europeu precise intervir neste momento, dadas as condições atuais.”

A líder da extrema direita, Marine Le Pen, afirmou ​na terça-feira que deveria haver discussões com o Banco Central Europeu para ‌que este intervenha a fim de ⁠aliviar os custos dos empréstimos franceses.

Questionado sobre a proposta dela, Moulin disse que isso não faz parte das atribuições do BCE.

“Simplesmente, a ⁠missão do BCE é combater a inflação”, disse ⁠ele. “Hoje, estamos acima da nossa ⁠meta de 2%, ⁠portanto, ​não cabe ao BCE responder aos problemas orçamentários dos países.”

(Reportagem de Makini Brice)

Reuters

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