Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Futuro da Disney vira tema entre elite de Hollywood após fala de executivo

Futuro da Disney vira tema entre elite de Hollywood após fala de executivo

Reuters

14/08/2023

Placeholder - loading - Presidente-executivo da Walt Disney, Bob Iger 13/02/2023 REUTERS/Mario Anzuoni
Presidente-executivo da Walt Disney, Bob Iger 13/02/2023 REUTERS/Mario Anzuoni

Por Dawn Chmielewski

(Reuters) - O presidente-executivo da Walt Disney, Bob Iger, que voltou à empresa em novembro, desencadeou uma vigorasa discussão na indústria em meados de julho, quando sugeriu durante uma entrevista à CNBC que os negócios de televisão da empresa, incluindo suas estações de rádio e canais a cabo, 'podem não ser essenciais para a Disney.'

Seus comentários estimularam um frenesi de atividade entre banqueiros e investidores em private equity, que começaram a avaliar se deverão 'fazer uma jogada', disse um banqueiro à Reuters, falando sob condição de anonimato.

'Ele está sinalizando para os investidores', disse o banqueiro. 'Isso faz as pessoas pensarem.'

Iger alimentou a discussão na semana passada durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre da Disney com investidores, quando disse que a empresa está avaliando parcerias estratégicas para sua marca esportiva, a ESPN, e recebeu 'interesse notável', embora a companhia planejasse manter o controle.

Os três negócios que impulsionarão o maior crescimento nos próximos cinco anos, disse ele, são os estúdios de cinema, os parques temáticos e o streaming de vídeo da empresa.

Um alto executivo de mídia imaginou Iger desmembrando a rede de transmissão ABC, as emissoras de televisão locais e as redes a cabo, como Disney Channel ou FX, como empresas separadas, sobrecarregando-a com um nível adequado de dívida.

Outro executivo de mídia prevê que a Disney distribuirá o ativo de televisão para seus acionistas como uma empresa separada e de capital aberto até 2024, com o private equity potencialmente desempenhando um papel importante.

Um quarto executivo que administrou empresas de mídia tradicional e digital disse que a Disney precisará atrair investidores externos na ESPN para poder licitar competitivamente por direitos de mídia esportiva cada vez mais caros, como jogos da NBA, que expiram após a temporada 2024-25.

As medidas potencialmente poderão liberar dinheiro para adquirir a participação da NBCUniversal no Hulu, assumindo a propriedade total do serviço de streaming no próximo ano. Sob um acordo alcançado em 2019, a controladora da NBCU, Comcast pode exigir que a Disney compre a participação do Hulu, ou a empresa pode exigir que a NBCUniversal a venda, já em janeiro de 2024, a um valor de pelo menos 5,8 bilhões.

A Disney se recusou a comentar.

ESTRATÉGIA

O quarto executivo, juntamente com outras figuras importantes da mídia que conversaram com a Reuters, disse que Iger provavelmente está elaborando opções, mantendo a propriedade da ESPN, com a oportunidade de descartá-la no futuro para posicionar a Disney como um alvo de aquisição mais atraente.

O executivo comparou a estratégia à executada pelo ex-presidente-executivo da Time Warner, Jeff Bewkes, que vendeu partes dos negócios do conglomerado de mídia antes de vender sua principal unidade de cinema e televisão para a AT&T em um acordo de 85,4 bilhões fechado em 2018, disse o executivo veterano.

'Você vende as peças, depois vende o que sobrou', disse ele. 'Esse é o Bewkes completo.'

Esse pode muito bem ser o fim do jogo de Iger, especularam esses executivos. Para torná-lo atraente para os únicos compradores prováveis ​​grandes o suficiente para digerir uma parte da Disney -- Apple ou Alphabet -- Iger precisará reduzir a Disney apenas para as partes que preservam seu portfólio global de propriedade intelectual, ao mesmo tempo em que separa seus negócios geradores de caixa, como a TV.

'Não tem como uma empresa 'Faang' comprar a empresa dele quando ele tem todos esses canais a cabo, uma rede de transmissão e uma rede de esportes a cabo', disse o executivo, usando uma sigla para as cinco maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, Facebook (atual Meta), Apple, Amazon , Netflix e Google.

'Não é o negócio em que eles estão, e é improvável que o governo permita isso.'

A Amazon, recém-saída da aquisição da MGM por 8,5 bilhões no ano passado, provavelmente não está interessada em tal negócio, disse uma fonte familiarizada com o assunto. E o Facebook não é visto como interessado em ativos de mídia tradicionais.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS BC FDC

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...