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Gerdau vê vendas menores na América do Norte no 4º tri, mas margem estável

Gerdau vê vendas menores na América do Norte no 4º tri, mas margem estável

Reuters

27/10/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Gerdau aparece nesta ilustração tirada em 3 de maio de 2022 REUTERS/Dado Ruvic
Logotipo da Gerdau aparece nesta ilustração tirada em 3 de maio de 2022 REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  27/10/2026

SÃO PAULO, 27 Out (Reuters) - A principal operação da Gerdau, a ​América do Norte, deve ter volumes de venda menores no quarto trimestre, mas margem de lucro operacional estável ante os três meses imediatamente anteriores, afirmou o vice-presidente financeiro, Rafael Japur, nesta terça-feira.

A queda nas vendas deve ocorrer por motivos sazonais, afirmou o executivo em entrevista a jornalistas após a publicação do resultado de terceiro trimestre do grupo na noite da véspera.

Mas a estabilidade da margem deve vir por conta do efeito de um trimestre completo de preços maiores de aço, acrescentou o executivo nesta terça-feira.

'O cenário de preços está muito sólido na América do Norte', afirmou Japur. 'Nossa carteira de pedidos está acima de 100 dias e não temos visto movimentos de alta (nos preços) da sucata', acrescentou. 'Entendemos que vamos ter estabilidade de margem.'

A Gerdau teve ⁠margem de lucro antes ⁠de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de ​27,7% no ‌terceiro trimestre ante 25,7% no segundo trimestre e 19,8% no período de julho a setembro do ano passado.

O presidente-executivo, Gustavo Werneck, afirmou em conferência a analistas que a Gerdau tende a manter margens elevadas nos próximos trimestres na América do Norte, em função da demanda forte por aço nos Estados Unidos, barreiras comerciais e preço comportado ⁠da sucata, um insumo importante para a produção da companhia.

BOM, MAS...

No Brasil, Werneck afirmou que a ​reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é positiva para a defesa comercial do setor e para ​a implementação da reforma tributária.

'Vemos possibilidade da continuidade do diálogo que tivemos ‌nos últimos quatro anos...O fato ​da equipe ⁠atual já conhecer a gravidade do tema e já ter implantado uma série de medidas para reduzir a importação desleal de aço é positivo', disse Werneck a jornalistas. 'Haverá uma continuidade e esperamos que novas medidas sejam implementadas nos próximos anos quatro anos', acrescentou ​o executivo.

Mas Werneck ponderou que as medidas tomadas pelo governo federal até agora não foram suficientes para 'liberar todo o potencial de uma empresa como a nossa de investir no Brasil'. Em agosto do ano passado, o executivo afirmou que a Gerdau tinha decidido reduzir nível de investimentos no país.

'Para voltar nosso apetite de investir no Brasil precisa ter um pouco mais', ​disse o presidente da Gerdau a jornalistas, citando que o governo precisa de um 'compromisso fiscal muito mais duro e mais bem divulgado' que permita a redução da taxa de juros.

'Essa guinada no compromisso fiscal, a redução das despesas públicas, redução dos juros são fundamentais para liberar nosso desejo de seguirmos investindo aqui no Brasil', disse o executivo.

A Gerdau teve no terceiro trimestre quase 77% de seu lucro operacional medido pelo Ebitda gerado na América do Norte. A empresa afirma que as operações no Brasil geram prejuízo ao grupo.

A analistas, Japur afirmou que Gerdau deve investir menos que o previsto inicialmente este ano, ​após a conclusão de projetos como a expansão de minério de ferro em Miguel Burnier (MG) e hibernações de algumas instalações no Brasil.

A ‌Gerdau tinha previsto investimento de R$4,7 bilhões para este ⁠ano, mas até o final de setembro a companhia desembolsou R$3,33 bilhões, bem abaixo dos R$5,2 bilhões de um ano antes.

Japur afirmou que um investimento anual ao redor de R$4,5 bilhões é uma premissa razoável para a Gerdau nos ⁠próximos anos e que a companhia deve ter recolher em 2027 parte do ⁠benefício a ser gerado com a expansão em mineração e ⁠totalmente no caso da ⁠reforma ​e ampliação da principal usina da empresa nos EUA, em Midlothian, no estado norte-americano do Texas.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição Igor Sodré)

Reuters

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