Google diz que ação judicial sobre coleta de dados é 'marretada' contra IA generativa
Google diz que ação judicial sobre coleta de dados é 'marretada' contra IA generativa
Reuters
17/10/2023
Por Blake Brittain
(Reuters) - O Google pediu a um tribunal dos Estados Unidos para rejeitar uma ação coletiva que alega que a coleta de dados pela empresa para treinar sistemas de inteligência artificial generativa viola os direitos de privacidade e propriedade de milhões de pessoas.
O Google disse ao tribunal na segunda-feira que o uso de dados públicos é necessário para treinar sistemas como seu chatbot Bard. A empresa afirmou que o processo 'seria como uma marretada não apenas aos serviços do Google, mas também à própria ideia de IA generativa'.
'Usar informações publicamente disponíveis para aprender não é roubar', disse o Google. 'Nem é uma invasão de privacidade, conversão, negligência, concorrência desleal ou violação de direitos autorais.'
Oito indivíduos não identificados processaram o Google em São Francisco em julho, alegando que a empresa teria supostamente usado conteúdo publicado nas redes sociais e informações compartilhadas nas plataformas do Google para treinar seus sistemas.
A ação judicial é uma das várias reclamações recentes sobre o suposto uso indevido de conteúdos como livros, artes visuais, código-fonte e dados pessoais por empresas de tecnologia, sem permissão, para treinamento de IA.
Representantes dos autores da ação não comentaram o assunto nesta terça-feira.
A conselheira-geral do Google, Halimah DeLaine Prado, afirmou em comunicado nesta terça-feira que a ação judicial 'não tem fundamento' e que a legislação dos EUA 'apoia o uso de informações públicas para criar novos usos' que sejam benéficos.
Prado também negou que a empresa utilize sem permissão informações não públicas de serviços como o Gmail para o treinamento de IA, conforme alegado no processo.
O conteúdo identificado na ação judicial varia de fotos em sites de namoro a playlists do Spotify e vídeos do TikTok. Um dos autores, J.L., descrito como jornalista investigativo e que escreve best-sellers, também afirmou que o Google copiou seu livro para ajudar a treinar o Bard a responder a requisições de texto.
Reuters

